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Preparativos finais03/09/2019 | 20h00Atualizada em 03/09/2019 | 20h26

Acampamento Farroupilha recebe últimos ajustes antes da abertura oficial

Evento começa a receber público no sábado no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho

Acampamento Farroupilha recebe últimos ajustes antes da abertura oficial Jefferson Botega/Agencia RBS
Piquete Tio Flor foi um dos primeiros a serem finalizados para o evento Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS
Rossana Silva - Especial

Em uma edição que está registrando atraso na montagem das estruturas, ser um dos primeiros a guardar a caixa de ferramentas no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho foi um feito comemorado pelos integrantes do piquete Amigos do Tio Flor. O lote C065 está pronto há uma semana no Acampamento Farroupilha 2019, que abre as portas oficialmente no sábado (7). O prazo para a conclusão das obras se encerrou no domingo passado, mas alguns galpões ainda estavam sendo finalizados nesta terça-feira (3).

– Com medo de não dar conta do trabalho, unimos tanta força que finalizamos mais rápido do que em todos os anos – compara a auxiliar de laboratório Suzete Guterres, 53 anos, filha do Tio Flor que dá nome ao piquete.

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O espaço registra atividades informais desde a sexta-feira passada, quando foi realizado um culto em memória de seu fundador, Fioravante Dias Guterres, cujo nome de batismo permaneceu reservado aos documentos. No Acampamento, ele era o Tio Flor, figura popular no parque e que morreu em outubro passado. A família chegou a pensar que já não haveria clima para abrir novamente o piquete, mas deu continuidade ao projeto como forma de homenagear seu idealizador, que participou dos festejos farroupilhas por 31 anos.

– Era ele que fazia tudo. Anunciavam a data de abertura e ele reunia a gurizada para carregar o caminhão. Não tínhamos base, por isso precisamos fazer reuniões e planejar o que poderíamos fazer. Em outras épocas, era mais amarrado. Este ano, parece que tivemos uma força a mais. Acabamos tudo em tempo recorde – explica outra filha do patrono, Vera Lucia Guterres Silveira, 57 anos.

Em pouco tempo, os filhos já haviam se organizado. Vera Lucia se encarregou de transportar todo o material guardado desde o ano passado, Suzete se responsabilizou pela agenda de atividades, e Rudinei, que nos anos anteriores não havia conseguido se envolver intensamente, tomou a frente da montagem da estrutura. João Leandro, que foi transferido para São Paulo a trabalho, comprou passagens para participar do evento. 

Enquanto os Guterres e amigos se reúnem descansados para tomar chimarrão, colegas da vizinhança intensificam esforços para deixar tudo pronto para a inspeção dos bombeiros, que deve ocorrer nesta quinta-feira (5). O microempresário Cláudio Pinheiro, 56 anos, aguardava ontem a chegada da decoração do Piquete Rincão Gaudério, que seria inaugurado com um jantar, na noite desta terça (3).

– No ano passado, a essa altura, já estava tudo no lugar. Este ano tivemos bastante atraso – confirmou.

De acordo com o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), a demora se deve aos contratempos, sobretudo financeiros, para realizar evento. O orçamento deste ano precisou ser diminuído para pagar o déficit do acampamento de 2018.

– Foi uma dificuldade enorme iniciar o processo. Tudo atrasou. Temos que montar uma cidade aqui dentro, com a parte elétrica e hidráulica. Já é uma grande vitória manter o acampamento – afirma o presidente do MTG, Nairo Callegaro.

 
 
 
 
 
 
 
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