Donos de clínica clandestina em Balneário Pinhal são presos por tortura e apropriação de valores de pacientes - Notícias

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Litoral Norte02/09/2019 | 17h23Atualizada em 02/09/2019 | 17h23

Donos de clínica clandestina em Balneário Pinhal são presos por tortura e apropriação de valores de pacientes

Após denúncia de agressões e do uso de cartões de três vítimas, dois suspeitos foram detidos em flagrante pela Polícia Civil 

Donos de clínica clandestina em Balneário Pinhal são presos por tortura e apropriação de valores de pacientes Polícia Civil / Divulgação/Divulgação
Local onde funcionava clínica para idosos e pessoas com problemas mentais não contava com higiene e alimentação adequada Foto: Polícia Civil / Divulgação / Divulgação

A Polícia Civil informou que vai concluir na próxima semana inquérito sobre tortura e apropriação de valores de três pacientes de uma clínica clandestina que atendia a idosos e pessoas com problemas mentais em Balneário Pinhal, Litoral Norte. Os dois proprietários foram presos em flagrante na última sexta-feira (30) após abordagem de agentes. O local foi interditado porque os pacientes eram agredidos, não tinham higiene, medicação e alimentação adequadas. 

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O delegado Alexandre de Souza, responsável pela investigação, diz que a clínica funcionava há pelo menos 10 anos em Viamão e que, nos últimos dois meses, foi transferida sem qualquer tipo de regulamentação para o Litoral. Segundo ele, há provas suficientes que configuram tortura e apropriação indébita, já que os cartões de aposentadoria e bancários das três vítimas eram usados indevidamente. 

— Quando chegamos ao local, havia forte cheiro, com cães e insetos em meio aos pacientes. Dois idosos estavam com vários hematomas pelo corpo. Uma mulher com problemas mentais estava com a cabeça raspada devido a piolhos. Tivemos de juntar dinheiro e comprar comida para eles porque estavam com fome — explica Souza. 

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A clínica, que não teve o nome revelado até o momento, tinha como pacientes um homem de 76 anos e duas mulheres, uma de 79 anos e outra de 40 anos. Eles recebiam remédios com data de validade vencida. As pessoas internadas também não recebiam higiene pessoal há dias e estavam com as roupas rasgadas.

Após denúncias e autorização judicial, os agentes prenderam os dois proprietários, dois homens de 20 e 40 anos de idade, em flagrante. Souza diz que o nome do local e dos presos só serão divulgados após conclusão do inquérito, previsto para ser remetido à Justiça, no máximo, na próxima semana.  

 
 
 
 
 
 
 
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