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Teu Bolso17/09/2019 | 05h00Atualizada em 17/09/2019 | 05h00

Levantamento mostra que maioria das revendedoras ainda não repassou aumento do gás aos consumidores

Pesquisa de preços do DG foi realizada em 23 estabelecimentos da Capital

Levantamento mostra que maioria das revendedoras ainda não repassou aumento do gás aos consumidores Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Na primeira semana de setembro, o preço médio do P/13, tamanho mais comumente comercializado, foi de R$ 70,99. Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Anunciado no início do mês, o aumento no preço do gás de cozinha ainda não foi totalmente repassado ao consumidor.  Em função dos reajustes nos salários dos funcionários das distribuidoras, que ocorrem anualmente neste período, foi prevista uma variação entre R$ 1,50 e R$ 2 no valor do botijão.

http://edit.rbs.com.br/article/5d801bfd9af81683c37b8c71/edit

Mais do que nunca, a melhor maneira de economizar é pesquisar. O Diário Gaúcho consultou o valor do botijão de 13 quilos em 23 revendas de Porto Alegre. Para quem se propõe a buscar no ponto de venda, o valor do produto pode variar de R$ 63,99 a R$ 75, ou seja, até R$ 11,01. Em 23 de agosto, data da pesquisa anterior feita pelo DG nos mesmos estabelecimentos, essa diferença era de R$ 18. 

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Segundo o Sindicatos dos Revendedores de Gases em Geral do RS (Singasul), com base no levantamento mensal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em agosto, o preço do botijão de 13 quilos foi vendido no Estado, em média, por R$ 70,42 _ a média no país foi de R$ 68,84 no mesmo período. Na primeira semana de setembro, o preço médio do P/13, tamanho mais comumente comercializado, foi de R$ 70,99.

— Cada um faz o repasse que quiser, integral ou parcial, pois é um mercado livre — destaca o presidente do Singasul, Ronaldo Tonet.

A recomendação do sindicato é que o reajuste ocorra de forma integral, pois a margem de rentabilidade das revendas é considerada baixa. 

Mercado

Em Porto Alegre, alguns comerciantes congelaram os preços, mas outros precisaram repassar aos clientes. Na zona norte da Capital, nenhuma das três revendas consultadas pelo DG mexeu no preço em comparação à mesma pesquisa divulgada pelo jornal em 24 de agosto. 

— Não tinha como repassar. O mercado está difícil, não tem reagido — conta Sandro Vasconcelos, do Posto de Gás Rubem Berta, no bairro Rubem Berta.

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Nas Zonas Sul, Leste e Central, houve variações tanto para mais, quanto para menos. João Filipe Barcellos, do Posto de Gás Menino Deus, disse que a empresa optou por subir apenas R$ 1, quando, na verdade, deveria ter acrescido R$ 1,80.

— Se já está difícil de vender nesse preço, imagina se a gente tivesse reajustado mais. A margem de lucro está cada vez mais apertada — declarou.

Política de preços

No início de agosto, a Petrobras anunciou que revisou a política de preços do gás de cozinha, que passa a adotar como referência o preço de paridade de importação. Com a mudança, o valor para o botijão de 13 quilos tem o acréscimo dos custos de frete marítimo, transporte interno e uma margem para riscos da operação. Outra mudança anunciada pela Petrobras é que os reajustes passaram a ser realizados sem periodicidade definida, como ocorre com a gasolina e o diesel, e terão como base as condições de mercado. Antes, o mecanismo de compensação previsto na política divulgada em janeiro de 2018 considerava a média móvel de cotações dos últimos 12 meses.

 
 
 
 
 
 
 
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