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Porto Alegre12/10/2019 | 05h00Atualizada em 12/10/2019 | 05h00

Grupo de dança da Restinga busca ajuda para custear figurinos

Alunos fazem campanha a fim de arrecadar recursos para apresentação do primeiro espetáculo

Grupo de dança da Restinga busca ajuda para custear figurinos Jéssica Britto/Agência RBS
Alunos do movimento Meninas Crespas e do projeto Besouro Foto: Jéssica Britto / Agência RBS

Entusiasmados com a primeira apresentação ao grande público, dançarinos da Restinga, em Porto Alegre, buscam ajuda para confeccionar os figurinos do espetáculo que participarão em novembro. Quarenta crianças e adolescentes do Meninas Crespas – movimento criado com objetivo de valorizar o cabelo crespo e resgatar a identidade negra e o poder feminino –, e do projeto Besouro – que é desenvolvido na Escola Municipal Mario Quintana – e mais cinco mães estão angariando recursos para a produção das roupas dos participantes.   

O grupo vai se apresentar no Espetáculo Qavah, promovido pelo Gafieira Club, no dia 10 de novembro, no Teatro do CIEE. Os dançarinos vão mostrar a coreografia “Nação valente do Sertão”, retratando a força, a resiliência e a esperança do povo nordestino. 

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Integração

São necessários R$ 2,5 mil para compra dos tecidos e confecção das roupas. Além de rifas, os alunos organizaram uma vaquinha virtual (vaka.me/731201), que será encerrada no dia 20 de outubro.

O figurino foi criado pelo aluno da Escola Mario Quintana Weslley Porcela, 12 anos, que emprestou o seu talento para a construção dos personagens encenados pelos amigos.

— A professora me deu algumas ideias, fiz pesquisas na internet e, então, criei a roupa —conta o estudante.

Os meninos estarão de cangaceiros, e as meninas, com blusas brancas, saias longas, rodadas e de tecido florido. Mães de alguns alunos foram convidadas a participar e farão uma apresentação individual, representando as baianas. 

— Sempre acompanhei o projeto e nunca tinha pensado em participar. Mas surgiu o convite, e vamos até lá. É a oportunidade de se soltar um pouco, perder a vergonha, de conhecer coisas novas — revela a enfermeira Inaí Nascimento, 41 anos, mãe de Maria Clara dos Santos, de 11 anos. 

Reconhecimento

Professora do grupo, Perla Santos explica que essa é a primeira oportunidade de os alunos mostrarem o trabalho que vem sendo desenvolvido. A ideia também é inscrevê-los em outros festivais, futuramente. 

Marina Pedroso, 12 anos, aluna do sétimo ano da Escola Mario Quintana, se diz orgulhosa e comemora a oportunidade e os aprendizados que o projeto têm proporcionado.

— Sempre fui muito tímida e a dança me ajudou a superar isso. Além de tudo, acho legal que nós, gaúchos, possamos falar um pouco da força nordestina, algo que, muitas vezes, as pessoas não conhecem e não mostram — opinou.

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