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Reforço30/11/2019 | 05h00Atualizada em 30/11/2019 | 05h00

Mais três restaurantes populares devem sair do papel em Porto Alegre

Chamamento público da prefeitura teve interessados para lotes no Centro Histórico, Zona Leste e Zona Sul. Outros dois restaurantes  já estão sendo preparados para abertura ainda em 2019

Mais três restaurantes populares devem sair do papel em Porto Alegre André Ávila/Agencia RBS
Atualmente, refeições são servidas no Ginásio Tesourinha Foto: André Ávila / Agencia RBS

Os planos da prefeitura de Porto Alegre em conseguir descentralizar o atendimento dos restaurantes populares ganharam um novo capítulo nesta semana. O edital de chamamento público lançado pelo município teve duas entidades interessadas em administrar três estabelecimentos. Este processo de seleção foi lançado depois de o primeiro não preencher todos os seis eixos de atendimento projetados pelo Executivo. 

Atualmente, dois restaurantes que tiveram entidades interessadas no primeiro edital estão em obras. Eles devem ser entregues ao público antes do final de 2019, conforme previsão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Esporte (Smdse). 

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Neste novo chamamento público — que teve os envelopes abertos na quarta-feira (27) — os eixos contemplados atendem a bairros como Centro Histórico, Restinga, Lomba do Pinheiro e Partenon. A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Beith Shalom — que venceu a outra concorrência pelos dois lotes com obras já em andamento — apareceu novamente entre os selecionados. Ela foi a entidade que apresentou melhor proposta para o segundo estabelecimento que será aberto no Centro Histórico e para o da Zona Leste, com foco em Partenon e Lomba do Pinheiro. 

A outra Oscip selecionada foi o Centro Social da Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Restinga. A entidade venceu o lote responsável por prestar atendimento para a Restinga e comunidades do centro sul e extremo sul de Porto Alegre.

Projeção

Com estes resultados, a possibilidade é de que existam cinco restaurantes populares funcionando na Capital durante o próximo ano. O certo é que dois já abrirão as portas ainda neste ano, como garante o gestor de projetos estratégicos da Smdse, Valmor Franciscatto. O atendimento provisório que está sendo feito no Ginásio Tesourinha também deve seguir até 31 de dezembro.

— Na segunda-feira (2), vamos publicar o resultado final do chamamento. A partir disso, temos os trâmites burocráticos e, depois, a assinatura do termo de cooperação entre a prefeitura e as entidades. Depois de firmado o contrato, os locais devem começar a funcionar em 30 dias, mas isso também depende da liberação dos recursos às instituições selecionadas — explica Valmor.

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Entidades com vínculos religiosos

Se o processo for concluído, dos cinco restaurantes, quatro serão administrados pela mesma instituição, a Oscip Beith Shalom, que possui sede em Viamão e foi criada pela Primeira Igreja Batista Brasileira de Porto Alegre, conhecida como Igreja Brasa. A entidade já é conhecida pelo Projeto Amor, que distribui refeições a pessoas em situação de rua da Capital. Na sua sede, a Beith Shalom também trabalha em conjunto com o poder público, administrando um Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças e adolescentes. 

Na Capital, a entidade possui parcerias com a prefeitura e com o governo do Estado. A nível municipal, o grupo tem espaços na Cruzeiro e na Restinga, onde atende crianças e adolescentes. Entre outros projetos, são feitas atividades culturais e esportivas. A relação da entidade com o Estado é na administração de uma casa para acolhimento de acompanhantes de pessoas internadas via SUS no Hospital Conceição, na Zona Norte.

O único restaurante que não ficará sob posse da Beith Shalom também será administrada por uma entidade religiosa: a Igreja Católica. O que deve facilitar o trabalho da Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Restinga é a proximidade com o eixo do qual ela foi vencedora, o mesmo onde está instalada, na zona sul da Capital. 

700 refeições por dia

No projeto original do Prato Alegre — nova marca criada pela prefeitura para substituir o Restaurante Popular —, a ideia eram seis estabelecimentos espalhados pela cidade, servindo 800 refeições ao dia. Entretanto, o banho de água fria veio no primeiro chamamento público, quando só duas vagas foram preenchidas _ para o Centro Histórico e para o eixo dos bairros Cruzeiro e Glória. Agora, nesta segunda tentativa, mais três lugares foram ocupados. O único eixo que ficou sem interessados nos dois chamamentos foi a Zona Norte. A prefeitura ainda não divulgou se deve lançar mais um edital para tentar abrir este sexto estabelecimento na parte norte da cidade.

Quando os cinco pontos já selecionados estiverem funcionando, 700 refeições devem ser preparadas diariamente. Serão 200 em cada um dos dois pontos do Centro Histórico. E mais 100 pratos em cada um dos outros três locais — dois na Zona Sul e um na Zona Leste.

Por enquanto, o certo é que, atualmente, 120 almoços estão sendo servidos ao dia no Ginásio Tesourinha para que os frequentadores não fiquem desamparados. A este número, deve ser incrementados mais 300 pratos quando ocorrer a abertura dos dois restaurantes populares do primeiro chamamento público.


 
 
 
 
 
 
 
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