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Seu Problema é Nosso25/11/2019 | 10h53Atualizada em 25/11/2019 | 10h53

Projeto busca doação de instrumentos musicais, em São Leopoldo

Ao todo, 25 alunos são atendidos pelo projeto Cooperativa Cultural Popular

Projeto busca doação de instrumentos musicais, em São Leopoldo Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Transformar a realidade social por meio da música e da cultura. Este é o objetivo da Cooperativa Cultural Popular (CooperCultura), idealizada pelo professor de música José Leopoldo da Rosa, 57 anos, para atender à crianças e adolescentes da Vila Paim, em São Leopoldo. 

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Desde 2015, o projeto oferece, de forma gratuita, aulas de violão, escaleta, flauta doce e violino para os jovens da comunidade. Contudo, sem recursos e com poucos instrumentos, o idealizador conta com a solidariedade para dar continuidade à iniciativa. 

As aulas são ministradas na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Paulo Beck, localizada no bairro São Miguel, nas proximidades da Vila Paim. Para quem não integra a comunidade escolar da EMEF, também são oferecidas aulas na própria residência do professor. 

Prejuízos
Ao todo, cerca de 25 alunos são atendidos pelo projeto, mas menos de dez instrumentos musicais estão disponíveis no acervo da cooperativa. Desse modo, os aprendizes precisam fazer revezamento, o que prejudica a qualidade das aulas. 

– Sempre temos mais alunos do que instrumentos em sala de aula e, quando alguém está sem, acaba participando de uma forma passiva. 

A ideia é que todos participem sempre, mesmo que seja batendo em uma lata, mas sem um instrumento de verdade, o aluno não consegue absorver todo o aprendizado – relata Leopoldo. Diante do impasse, a cooperativa busca por doações para continuar oferecendo as aulas. 

O objetivo não é arrecadar dinheiro, mas sim os instrumentos musicais ensinados no projeto – violão, estaleca, flauta doce e violino –, em bom estado para uso. 

O professor já esteve à frente de outros projetos sociais na região – que acabaram encerrando as atividades por falta de recursos financeiros. 

Contando com a solidariedade, acredita que o incentivo à cultura ainda é o melhor caminho para transformar a realidade da Vila Paim: 

– Vivemos em uma realidade de periferia. Nossos alunos são filhos de trabalhadores, com condições financeiras limitadas. São crianças e jovens de muito potencial. Temos dificuldades em achar parceiros, porque as pessoas são muito imediatistas, querem resultados rápidos. Mas, para tu formares um cidadão, precisas fazer isso desde a infância. 

“ Armados” contra a violência 

– As pessoas acham que comprar uma arma vai solucionar o problema da violência na sociedade, mas esse não é o caminho. Não tenho dúvidas de que a solução não está em armas nem em grades, mas na cultura. Essa é a nossa melhor arma – opina o professor Leopoldo, que ministra aulas de música em escolas públicas da região da Vila Paim há 15 anos, mesmo antes da fundação da cooperativa. 

Segundo o músico, ao longo desses anos, em torno de 500 crianças e adolescentes da comunidade já passaram por suas aulas. Destas, até onde tem conhecimento, apenas duas teriam seguido o caminho do crime. 

Para o professor, o dado, ainda que informal, é motivo de orgulho: 

– A cultura blinda as crianças do crime e, para quem mora em uma periferia, esse é um número absurdo. 

Como doar

/// O projeto precisa de violões, escaletas, flautas doce e violinos, todos em bom estado.
/// Para ajudar, contate a cooperativa pelo Facebook por meio do link bit.ly/coopercultura.



 
 
 
 
 
 
 
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