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Piquetchê do DG03/02/2020 | 05h00Atualizada em 03/02/2020 | 05h00

Confira os planos de Gilda Galeazzi para sua gestão à frente do MTG

Primeira mulher a comandar a entidade assumiu na semana passada

Confira os planos de Gilda Galeazzi para sua gestão à frente do MTG Camila Bengo/Diário Gaúcho
Foto: Camila Bengo / Diário Gaúcho

O jeito de falar de Gilda Galeazzi, 64 anos de Passo Fundo, já dá pistas sobre o estilo que pretende imprimir em sua gestão à frente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) – ela tomou posse na semana passada, após semanas de briga judicial. Ao se referir à sua experiência passada e aos planos para seu mandato, a administradora de empresas jamais fala “eu pretendo” ou “eu fiz”. Sempre usa “nós fizemos” e “nós pretendemos”.

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A união e a proximidade com as entidades filiadas – e com os tradicionalistas como um todo –, que ela prega como prioridades, já começaram a ser colocadas em prática. Desde sábado, o MTG tem uma “sede” provisória no Rodeio Internacional de Vacaria, um dos eventos mais importantes do segmento. 

– Acreditamos que a diretoria precisa ouvir seus filiados. É por isso que levamos o MTG para Vacaria. Um programa de gestão de qualquer associação precisa contemplar seus sócios. Com o MTG, é a mesma coisa – afirmou Gilda, em entrevista pelo telefone, na sexta-feira passada, antes de viajar de Passo Fundo para Vacaria.

Segundo ela, a ideia é que a experiência seja repetida em outros eventos do calendário tradicionalista. Para ir além de apenas ouvir o que desejam os CTGs e as pessoas, outra proposta da gestão de Gilda é o fortalecimento destas entidades:

– Hoje, o MTG é um cobrador de anuidades. Não dá retorno para as entidades. E elas querem mais. Isso não quer dizer dar dinheiro, mas um retorno, apoio, orientação.

Equipe técnica

Para isso, conforme Gilda, uma das primeiras medidas a serem tomadas pela gestão será a formação de uma equipe técnica, que estará à disposição dos filiados. A ideia é que esta equipe possa capacitar CTGs para montarem projetos que possam garantir recursos e, com isso, a continuidade das atividades realizadas. Ela dá um exemplo:

– No ano passado, foi criada a Frente Parlamentar em Defesa da Cultura Gaúcha (na Câmara dos Deputados, em Brasília). Com isso, foram disponibilizados R$ 3 milhões. Mas, para ter acesso a este dinheiro, as entidades precisam de projetos. Como os CTGs vão formalizar um projeto se não souberem fazer isso? A equipe técnica poderá ajudar neste processo.

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A transparência e o profissionalismo também são importantes para a gestão 2020. Além de Gilda, que tem o cargo de presidente, a diretoria do MTG é composta por cinco vice-presidentes: de administração e finanças, cultural, artística, campeira e esportiva. 

– Todos os vices estão preparados, possuem conhecimento em suas áreas. A gestão será a mais transparente possível, em todos os pontos. 

Experiência

Os pilares da gestão de Gilda, segundo ela, surgiram da experiência da administradora como coordenadora da 7ª Região Tradicionalista (RT), que abrange 42 municípios e tem 104 entidades filiadas.

– Ocupei o cargo de 1996 a 2004 e de 2011 a 2019. Realizamos um trabalho próximo às entidades. Tudo era feito em conjunto com os CTGs. Nós conhecíamos todos, convivíamos com as patronagens. É este trabalho que queremos ampliar, aplicar no Estado inteiro. Nem tudo vamos conseguir fazer em um ano, mas queremos interiorizar o MTG – conta.

Gilda é a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente desde 1966 – quando o MTG foi juridicamente organizado. Mas ela não costuma dar destaque a este fato:

– Nunca disputei espaço com os homens. Durante a campanha, não fui questionada por ser mulher e estar disputando. Questionaram se eu teria condições de administrar o MTG. Foi uma abertura que aconteceu ao natural.

Disputa na Justiça

A eleição para a gestão 2020 do MTG ocorreu em 11 de janeiro, em Lajeado. Gilda e Elenir Winck, 61 anos, a outra candidata, receberam 530 votos cada. Segundo o regulamento do MTG, venceria quem tivesse o integrante mais idoso na chapa. A comissão eleitoral do movimento avaliou que Elenir, apesar de ser mais nova do que Gilda, deveria ser vitoriosa porque, em sua chapa, participava o suplente Wilson Barbosa de Oliveira, 77 anos – o mais idoso dentre os dois grupos concorrentes.

Gilda entrou na Justiça e pediu a suspensão da posse da concorrente, sob o argumento de que ela é mais velha e, portanto, deveria vencer. No dia 23, uma liminar determinou que ela fosse empossada, o que ocorreu na semana passada.

 
 
 
 
 
 
 
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