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Eu Sou do Samba26/03/2020 | 05h00Atualizada em 26/03/2020 | 05h00

Após evento beneficente ser cancelado, família organiza vaquinha para auxiliar porta-estandarte que teve AVC

Gabriella Moacir precisa de ajuda financeira para continuar seu tratamento

Após evento beneficente ser cancelado, família organiza vaquinha para auxiliar porta-estandarte que teve AVC Arquivo Pessoal/Divulgação
Gabriella, que tem 19 anos, saiu do hospital em junho do ano passado, mas segue acamada Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Liliane Pereira
Liliane Pereira

Não é incomum que comunidade carnavalesca se una em nome da solidariedade com os seus. No mês que vem, a Escola de Samba do Soares, de Canoas, abriria sua quadra para receber um evento em prol de Gabriella Moacir que, aos 19 anos, está acamada por conta de um acidente vascular cerebral (AVC). Mas, com as restrições em função da pandemia de coronavírus, a festa beneficente não poderá ocorrer.

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A Gabriella era porta-estandarte da Império da Zona Norte, de Porto Alegre, e da Escola de Samba do Soares, de Canoas. Em janeiro de 2019, ela estava prestes a fazer uma apresentação quando sentiu-se mal. No hospital, foi constatado que ela estava tendo um acidente vascular cerebral. Dois dias depois, após sofrer o segundo AVC, ela entrou em coma e foi diagnosticada com morte cerebral.

Conforme Ana Cristina, mãe da Gabriella, seu outro filho Felipe, que é músico e estava indo embora para outro Estado quando a irmã ficou doente, pediu para se despedir dela. No quarto, ele cantou uma música que ela costumava dançar no sarandeio das prendas, pois, além do Carnaval, Gabriella também frequentava um CTG. 

– Estávamos só esperando a equipe da Santa Casa chegar para fazer o último teste, pois os cinco que haviam sido feitos no Hospital de Pronto Socorro de Canoas tinham acusado morte encefálica. Mas, quando o irmão da Gabi começou a cantar, ela se mexeu – conta Ana Cristina.

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Foi feita, então, uma cirurgia de emergência. Os médicos descobriram que o AVC ocorreu em função de uma má-formação que a Gabriella tem nas artérias do cérebro.

Vaquinha virtual

Embora a mãe de Gabriella trabalhe, a renda mensal da família não é suficiente para tudo o que a filha precisa. Além de fraldas e medicamentos, a Gabi precisa fazer fisioterapia e de um aspirador de secreções novo, pois o dela não está mais dando conta como deveria. A renda do evento que seria realizado em abril era principalmente para a compra desse aparelho. Com o cancelamento, a saída que Ana Cristina encontrou foi fazer uma vaquinha online: bit.ly/vaquinhagabi. Quem quiser ajudar também pode entrar em contato com Ana Cristina pelo telefone 98613-9959.

Desde janeiro do ano passado, foram mais de seis meses de internação e duas cirurgias. No final de junho de 2019, Gabriella foi para casa. Porém, com sequelas. Ela tem limitações nos movimentos, lapsos de memória, além de uma traqueostomia e de uma gastrostomia (se alimenta por sonda).

– São muitos os amigos que têm nos ajudado nesse período. Graças a Deus, não passamos fome. Não preciso de dinheiro para mim. Mas preciso de ajuda para manter os cuidados necessários para a recuperação e bem-estar da Gabriella – diz Ana Cristina.

 
 
 
 
 
 
 
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