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Prevenção25/03/2020 | 21h12Atualizada em 25/03/2020 | 21h12

Como evitar tocar o rosto com as mãos e reduzir risco de contaminação pelo coronavírus

Estudos estimam que, em média, cada pessoa toca a própria face 23 vezes por hora

Como evitar tocar o rosto com as mãos e reduzir risco de contaminação pelo coronavírus André Ávila/Agencia RBS
Colocar as mãos no rosto é um costume habitual dos seres humanos Foto: André Ávila / Agencia RBS
Bruna Vargas

Você provavelmente nunca contou e, até a chegada da covid-19, pode nem ter reparado, mas vive com as mãos no rosto. Estudos estimam que, em média, cada pessoa toca a própria face 23 vezes por hora, ou uma vez a cada três minutos.

Com tantas oportunidades, é difícil não se tornar um vetor da doença, cujo contágio se dá principalmente pelo contato do vírus com nariz, olhos e boca. Além de ser altamente contagioso, o coronavírus é persistente: pode permanecer em uma superfície por algumas horas ou até por dias.

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Então, como fazer para controlar o instinto de aproximar as mãos do rosto? Não existe uma resposta definitiva, mas o foco no risco de contrair a covid-19 pode ser um estímulo ao autocontrole, segundo especialistas.

— Enquanto a pessoa está fazendo atividades de risco, na rua, no supermercado, no transporte público, ela pode fazer de conta que não tem mãos. Fechar o punho e, se precisar muito tocar o rosto, usar o antebraço, que tem menos chances de estar contaminado — sugere Claudio Stadnik, infectologista da Santa Casa de Misericórdia.

O ímpeto de tocar a face é uma das razões pelas quais especialistas desaconselham o uso de máscaras por pessoas que não estão infectadas. Mesmo profissionais de saúde, que são treinados para usar o acessório, têm realizado atendimentos com o chamado faceshield — ou escudo facial, na tradução literal —, equipamento que bloqueia o acesso ao rosto.

Já para o público em geral, além da vigilância constante, outro aliado para manter o coronavírus longe é o álcool gel. Segundo o infectologista Luis Fernando Waib, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), quem puder deve levar consigo, sempre que possível, um pequeno frasco para higienizar as mãos depois de ter contato com superfícies compartilhadas.

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— Esse é um hábito que tem que ficar automático. Somos obrigados a tocar em inúmeras superfícies que são tocadas por várias pessoas. E, sempre que fizermos isso, devemos higienizar as mãos. Se a vontade de tocar o rosto for muito grande e você estiver em dúvida se higienizou a mão ou não, higienize de novo — ressalta.

Usar o álcool gel pode ajudar depois de fazer compras, usar o transporte público ou tocar em um corrimão, por exemplo — em casa, o mais recomendado é lavar as mãos com água e sabão. Quem tem a própria estação de trabalho deve usar álcool 70% para higienizar a mesa, o teclado e o mouse antes de começar a utilizá-los.

 
 
 
 
 
 
 
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