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Seu Problema é Nosso20/04/2020 | 10h43Atualizada em 20/04/2020 | 13h44

Ação da Casa da Cultura Hip Hop de Esteio garante alimento para famílias do Vale do Sinos 

Cerca de seis toneladas de alimentos não perecíveis foram arrecadados nos primeiros dias de campanha e doados para 350 famílias

Ação da Casa da Cultura Hip Hop de Esteio garante alimento para famílias do Vale do Sinos  Mateus Bruxel/Agencia RBS
Rafa (de boné verde) e o grupo preparados e dispostos a ajudar Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

Mesmo sem microfone para os MCs ou plateia para os DJs, o show da Associação da Cultura Hip Hop de Esteio continua. Com a crise causada pela pandemia de coronavírus, a iniciativa está focada em ajudar famílias da região do Vale do Sinos com a distribuição de cestas básicas, produtos de higiene e refeições. A entrega às comunidades faz parte do Programa Hip Hop Alimentação, criado em 2018. 

— Nossa campanha não surgiu agora, vem de antes do coronavírus e foi potencializada para ajudar durante esse período. Nos 10 primeiros dias de campanha pelas redes sociais, arrecadamos quase seis toneladas de alimentos não perecíveis, que foram doadas para 350 famílias. Algumas delas fazem parte do Programa Hip Hop Alimentação e são cadastradas. Além disso, foram distribuídas 200 marmitas para pessoas em situação de rua — conta o músico e coordenador de sustentabilidade da associação, Rafa Rafuagi, 31 anos. Desde a criação do programa, segundo Rafa, já foram doadas mais de 26 toneladas de alimentos, que beneficiaram pelo menos 600 famílias e 30 instituições, garantindo comida na mesa de 5 mil pessoas.

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Na quinta-feira passada, ocorreu a terceira entrega de doações para 150 famílias de comunidades de Esteio — e, entre elas, estava a Vila Pedreira, às margens da BR-116. 

— Muitas pessoas acham que nós somos representantes da prefeitura e ficam surpresas quando explicamos que somos da Casa do Hip Hop. Até por impressões, um estigma criado com o gênero, se surpreendem ao ver que o movimento está fazendo algo que elas esperavam ser feito pelo poder público — explica Rafa. 

Parceiros 

De acordo com o coordenador,o objetivo da campanha durante a pandemia é alcançar 20 toneladas de alimentos, com o apoio de empresas e fundações parceiras, além de amigos do hip hop. 

— Para as famílias cadastradas no programa, nós somos quase que a única possibilidade de obtenção de alimentos. Para quem quer ajudar, a melhor forma é doar na conta da entidade e, a partir desse valor, efetuamos a compra — explica o coordenador, afirmando que uma das ideias é priorizar o comércio local de alimentos para o recurso circular na própria comunidade. 

Na distribuição, Rafa conta que não falta a ajuda dos voluntários e parceiros da associação:

— São os apoiadores da campanha, como o Instituto Fidedigna, a Associação Mães e Pais pela Democracia, a Campanha ELO, que passam recursos para ações como a nossa, que trabalham na ponta, fazendo a entrega. É emocionante ver pessoas que acreditam no que a gente faz. 

A Casa da Cultura Hip Hop é um projeto do grupo Rafuagi, referência do rap no Estado, eda Associação da Cultura Hip Hop de Esteio. No local, são oferecidos cursos e oficinas de dança, teatro, cinema, grafite e para DJ. O atendimento, segundo o coordenador,voltará ao normal quando o distanciamento social — forma de contenção do vírus — não for mais necessário.

Principais itens: arroz e feijão 

A família da ajudante de cozinha Viviane Gonçalves, 43 anos, foi uma das beneficiadas pelo programa da Casa. Moradora da Vila da Pedreira, Viviane não pode trabalhar devido à pandemia e, por isso, também não recebe. Com cinco filhos dependentes, Viviane conta que, hoje, o dinheiro que entra em casa é apenas o valor do benefício do Bolsa Família: 

— Essa cesta básica ajuda bastante, é uma mão na roda. Não tenho como agradecer. 

As arrecadações também alcançaram famílias do Lot Pop, no bairro Berto Círio, em Nova Santa Rita. De acordo com o líder comunitário Jeferson Vaz Siqueira, conhecido como Alemão do Lot, 39 anos, a situação das 450 famílias da localidade foi afetada pela pandemia:

— Há muitos trabalhadores autônomos, motoristas de aplicativos que não podem mais trabalhar.Até o mercadinho não tem o mesmo rendimento, porque os clientes não podem pagar.Se não fossem campanhas como essa, a situação estaria 10 vezes pior. As doações são o “grosso”, arroz, feijão, farinha. É importante qualquer ajuda durante esse período.

COMO APOIAR 

/// Para respeitar o distanciamento social, a melhor forma,segundo Rafa, é doar por meio de depósito bancário. O banco é Banrisul, agência 0213, conta 06.218838.0-3. O CNPJ, 26.278.665/0001-55,titular para a Associação da Cultura Hip Hop de Esteio. 

/// Para acompanhar as ações realizadas pela entidade, acesse a página do Facebook

/// Mais informações: (51) 99103-0530.

Produção: Caroline Tidra

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