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Seu Problema é Nosso21/04/2020 | 09h31Atualizada em 21/04/2020 | 09h31

Grupo de costura confecciona máscaras para hospitais de Canoas

Rede de solidariedade vai doar acessórios para o Hospital Nossa Senhora das Graças e para o Hospital Universitário de Canoas

Grupo de costura confecciona máscaras para hospitais de Canoas Arquivo pessoal/Rose Batistel
Cerca de 4,5 mil máscaras já foram doadas a hospitais de Canoas Foto: Arquivo pessoal / Rose Batistel

Um grupo de costura de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, está confeccionando máscaras para doar a dois hospitais da cidade. Em um mês, cerca de seis mil acessórios já foram produzidos e entregues pela rede de solidariedade.  

O projeto voluntário foi criado por Rose Batistel, professora de patchwok - técnica artesanal que une tecidos com uma infinidade de formatos variados -, e cerca de 15 alunos. A ideia surgiu após a paralisação das aulas em decorrência da pandemia de coronavírus, além da falta de material de proteção para profissionais da saúde nos hospitais da cidade.  

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A professora recebe os tecidos, realiza o corte e entrega nas casas dos alunos para que eles possam  confeccionar as máscaras. Logo após, os acessórios são encaminados para o Hospital Nossa Senhora das Graças e para o Hospital Universitário de Canoas.  

Conforme a professora Rose Batistel, até o momento foram produzidas 4,5 mil máscaras de tecidos cirúrgicos, especialmente para os dois hospitais. A ideia agora é seguir confeccionando para os profissionais de saúde, mas também realizar a doação para pessoas mais vulneráveis.  

- Nosso projeto começou de um jeito, mas mudou. Iremos continuar com a doação para os hospitais, mas também estamos produzindo máscaras de tecidos para a população. Eles podem lavar e reaproveitar, sem precisar descartar - explica a professora. 

Ainda segundo Rose, o grupo está contando com a ajuda do grupo de mulheres da Igreja Luterana Castelo Forte de Canoas e também auxílio de empresários da região, que realizam a doação do material.  

Uma das voluntárias é a aluna Bárbara Madalena Campos, professora de história e moradora de Triunfo, na Região Carbonífera. Segundo ela, a iniciativa também é para mostrar que os profissionais de saúde, que estão na linha de frente, não estão sozinhos.  

 - Eles estão em um campo de guerra, então a gente vai se virando. Eu pedi ajuda para amigas e conseguimos produzir também para Unidades Básicas de Saúde da minha região. - completa Bárbara.  

Como ajudar

/// O grupo pede a doação de qualquer tipo de tecido, incluindo lençóis que podem virar máscaras e elásticos.
/// Quem quiser ajudar pode entrar em contato pelo telefone (51) 99686-1029, com Rose Batistel. 


 
 
 
 
 
 
 
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