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Seu Problema é Nosso22/04/2020 | 09h00Atualizada em 22/04/2020 | 09h00

Menina que veio do Amazonas para fazer tratamento médico em Porto Alegre pede ajuda para comprar uma cadeira de rodas

Thayla de Oliveira Pereira, nove anos, pediu de presente de Natal um transplante de rim. E conseguiu, em janeiro deste ano. Agora, ela precisa que mais um pedido seja realizado.

Menina que veio do Amazonas para fazer tratamento médico em Porto Alegre pede ajuda para comprar uma cadeira de rodas Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Thayla na terapia com animais oferecida na Casa de Apoio Madre Ana Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

No último Natal, Thayla de Oliveira Pereira, nove anos, fez dois pedidos para o Papai Noel: um boné do Flamengo e um rim. Devido a uma doença crônica renal, a menina, que veio com a mãe, Maria Natalina de Oliveira Pereira, 30 anos, de Manaus, no Amazonas, para a Capital dos gaúchos, esperou quatro meses pelo transplante de rim. O presente, como diz a mãe, chegou no dia 13 de janeiro, e o procedimento foi realizado na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. 

Além do problema nos rins, Thayla nasceu com uma malformação na coluna chamada de mielomeningocele – um defeito congênito em que a medula espinhal não se desenvolve adequadamente –, com a Síndrome de Chiari, que tem relação com a malformação, entre outras complicações na bexiga, no fêmur e no quadril. 

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Com a etapa do transplante vencida e em plena recuperação, hoje, a menina necessita de uma cadeira de rodas nova. 

– Ela precisa de uma maior e mais prática. Como precisamos ir às consultas, é sempre um problema para pegar táxis ou ônibus. A dificuldade é que a cadeira que ela tem não fecha e, às vezes, os motoristas não querem levar. Ela precisa de uma cadeira mais confortável, pois é uma criança muito ativa, gosta de praticar atividades e de se movimentar. Tenho muita fé e esperança de que vamos conseguir – conta a mãe.

De acordo com o orçamento da nova cadeira, feito por Natalina, é preciso R$ 9 mil para a compra. Por isso, foi organizada uma vaquinha online para receber doações. A campanha já arrecadou mais da metade do valor. 

Mãe e filha chegaram a Porto Alegre em julho do ano passado. Segundo Natalina, ela trouxe Thayla apenas para uma consulta no Hospital da Criança Santo Antônio. Contudo, os planos foram mudados após a conversa com a médica:

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Comemoração dos três meses do transplanteFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

– Ela me perguntou se eu vim para ficar ou só para a consulta, pois a Thayla poderia iniciar o tratamento. Não pensei duas vezes, depois de tudo que minha filha passou. Eu vim com a roupa do corpo e uma mala. Foi um período bem complicado.

Em setembro, as duas conseguiram se mudar para a Casa de Apoio Madre Ana, que proporciona acolhimento a pacientes pediátricos, entre outros, juntamente com seus acompanhantes vindos do interior do Rio Grande do Sul e de outros Estados brasileiros. O público acolhido é de pessoas de baixa renda que necessitam de suporte integral durante o tratamento na Santa Casa. 

– Thayla tinha ficado um período no hospital, e eu fiquei na casa de um terceiro. Mas, depois, conseguimos vir para a Madre Ana. Não tinha condições de pagar por um aluguel – relembra Natalina. 

Enfim, em janeiro, Thayla recebeu o novo órgão, a resposta do pedido que fez no final de 2019.

– Graças a Deus, correu tudo bem, tudo funcionando como deve ser. A sensação mais importante é ver ela bem – desabafa a mãe.

Nova vida, novo equipamento

Com quase quatro meses de "uma nova vida", como afirma a mãe, Thayla expressa de forma tímida sua ansiedade pela nova cadeira. É com uma risada e uma afirmação que ela mostra a felicidade de que, em breve, terá o novo equipamento. A cadeira, além do conforto pelo tamanho, possibilitará a prática da corrida de rua. 

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Em corrida de rua, com a mãe, no ano passadoFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

– O esporte entrou nas nossas vidas numa fase difícil, quando ela estava fazendo diálise e estava abatida – conta a mãe.

Já na Casa Madre Ana, ela não para. Anda por todos os lados, participa de oficinas, de terapia assistida por animais, entre outras atividades oferecidas de forma gratuita no espaço. 

– É fundamental agradecer a esse lugar que nos recebeu de braços abertos e que é muito importante para pessoas que vêm de outros Estados. Me acolheu e ajudou, e continua ajudando muitos pacientes – afirma Natalina. 

COMO APOIAR 

/// Doe por meio da vaquinha online em vaka.me/940087.
/// Depósitos bancários podem ser feitos no Bradesco, pela conta 0009435-8, agência 0433. A titular é Maria Natalina de Oliveira Pereira.
/// Acompanhe a rotina da Thayla pelo Instagram @thaylaoliveirapereira.
/// Conheça o trabalho da Casa de Apoio Madre Ana pelo Instagram @casadeapoiomadreana.

Produção: Caroline Tidra

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