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Pandemia07/07/2020 | 20h42Atualizada em 07/07/2020 | 20h42

Bolsonaro diz ter testado positivo para coronavírus

Presidente declarou que sintomas começaram no domingo e que usou hidroxicloroquina como parte do tratamento

GaúchaZH
GaúchaZH

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (7) que testou positivo para o coronavírus. O anúncio foi feito no começo da tarde pelo próprio governante.

— Todo mundo sabia que ele (o vírus) mais cedo ou mais tarde ia atingir uma parte considerável da população. Eu, por exemplo, se não tivesse feito o exame não saberia do resultado. E ele deu positivo — anunciou.

Na noite de segunda-feira (6), Bolsonaro afirmou que apresentava sintomas da covid-19, como febre de 38°C e dores no corpo, que havia feito exames em um hospital de Brasília e que os pulmões estavam limpos.

— Começou no domingo com certa indisposição. E se agravou na segunda-feira, com mal-estar, cansaço, uma febre (...). Dados os sintomas, o médico resolveu aplicar hidroxicloroquina (com azitromicina) e eu tomei no dia de ontem por volta de 17h o primeiro comprimido — afirmou, a respeito do medicamento cujos testes foram suspensos pela OMS por ele não apresentar eficácia no tratamento contra a covid-19. — Reforço aqui o que médicos tem dito ao redor do mundo todo, que a hidroxicloroquina na fase inicial a chance de sucesso chega por volta de 100%.

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O presidente manteve o posicionamento que vem sustentando a respeito da pandemia e da dicotomia economia e saúde, afirmando que "o pânico também mata":

— Temos tomado conhecimento que muita gente tem morrido em casa porque não vai a hospital buscar tratamento com medo do vírus. Então o número de óbitos tem aumentado muito por muitas causas, não pelo vírus, mas sim pelo medo do vírus. O pânico também mata — defendeu.

— Esse vírus é quase como uma chuva, né, vai atingir você. Alguns não, alguns têm que tomar o maior cuidado com esse fenômeno, vamos assim dizer. Agora, acontece,  infelizmente acontece — afirmou. – A vida continua, o Brasil tem que produzir, você tem que botar a economia para rodar. Alguns falavam no passado me criticando "Economia se recupera, vida não". Olha, isso é uma verdade absoluta. Mas a economia não funcionando leva a outras causas de óbitos, de mortes, de suicídio no Brasil — disse.

Para encerrar a entrevista, o presidente se afastou dos jornalistas e tirou a máscara, para "vocês verem minha cara"

— Eu tô bem, tranquilo graças à Deus, tudo em paz. Obrigado a todos aqueles que oraram por mim, torceram por mim — disse. 

O presidente já havia realizado três testes para detectar a covid-19, em março, após voltar de viagem oficial aos Estados Unidos, onde se encontrou com o presidente norte-americano Donald Trump. Pelo menos 23 pessoas da comitiva brasileira foram diagnosticadas com a doença.

Na ocasião, Bolsonaro anunciou que os resultados deram negativo, mas se recusou a mostrar os exames. Os documentos foram divulgados depois de o jornal O Estado de S. Paulo entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar que informação fosse divulgada em nome do interesse público em torno da saúde do presidente.


Confira os principais trechos da entrevista coletiva do presidente e a repercussão


 
 
 
 
 
 
 
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