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Seu Problema é Nosso16/07/2020 | 10h42Atualizada em 16/07/2020 | 10h42

No Sarandi, moradores temem novos alagamentos em função de transbordamento de canal

Pessoas que vivem no bairro da zona norte de Porto Alegre reclamam de falta de limpeza por parte da prefeitura e das pessoas que circulam pela região

No Sarandi, moradores temem novos alagamentos em função de transbordamento de canal Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Quando a previsão do tempo é de chuva, a preocupação de ter a casa invadida pela água retorna para moradores do bairro Sarandi, na zona norte de Porto Alegre. Se chover em grande quantidade, como ocorreu na semana passada, o transtorno causado pela água acumulada nas ruas já é esperado e, na opinião da conselheira distrital de saúde Roselaine Modesto de Pádua, 46 anos, moradora da Rua Jackson de Figueiredo, na Vila Elizabeth, tem dois responsáveis: a prefeitura e as pessoas que circulam pela região.

Parte do bairro é atingida pela água que transborda do canal que passa pela Casa de Bombas 10 – chamado de canal CB10 –, com origem perto da Avenida Assis Brasil, que desemboca no Arroio Sarandi. 

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– Vi que está marcando chuva para os próximos dias, então, estou lavando roupas, arrumando a casa e já vou deixar meus móveis levantados – desanima-se Roselaine.

Ela conta que, após uma cheia que causou muitas perdas em 2013, decidiu erguer algumas peças da casa, deixando-as mais altas em relação ao solo para impedir a entrada da chuva. A área que não foi levantada segue alagando.

– Acredito que são três problemas que ocasionam o transbordamento do canal: a limpeza que não é feita com frequência pela prefeitura, o descarte de lixo às margens e dentro do canal e, por último, o aterramento irregular do valão – conta a Roselaine.  

A moradora acredita na necessidade de campanhas e projetos de conscientização sobre o descarte de lixo. Além disso, Roselaine destaca que, com frequência, o abandono de entulhos é feito por pessoas que não vivem no local.

Limpeza parcial

Na semana passada, após pedidos mediados pelo professor e vice-presidente da Associação dos Moradores e Amigos da Rua Serafim Alencastro e Entorno (Amarsae), Jorge Brasil, 37 anos, uma equipe da prefeitura esteve no canal limpando a grade localizada próximo à Casa de Bombas e também o trecho onde estão as boias, para amenizar o assoreamento no local.

– O problema aqui é complexo. A associação de moradores atua com intervenções para que não ocorram mais os alagamentos, buscando nossos direitos. Não adianta mais medidas paliativas, como apenas a retroescavadeira subindo o canal. Como conversado com engenheiros, é necessário que seja feita a drenagem e a dragagem do canal CB10 e do Arroio Sarandi. Eu pago o IPTU e não quero ter água entrando na minha casa – protesta ele. 

Jorge, que mora na Avenida Vinte Um de Abril, também já passou pela situação de não poder entrar em casa devido à cheia do arroio. Ele explica que a Amarsae procurou vias judiciais para medidas mais efetivas que resolvam os problemas da região. Hoje, ocorrerá uma audiência virtual entre a associação e a prefeitura, mediada pelo Ministério Público, como consequência da iniciativa da Amarsae.  

Dmae aguarda realização de reunião para se manifestar

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) se limitou à reposta de que “poderá se manifestar sobre o assunto após a realização da reunião com todas as partes envolvidas” e que a notificação da audiência com a Amarsae, solicitada pelo Ministério Público, chegou à pasta na última terça-feira. 

A reportagem questionou sobre possíveis medidas de prevenção dos alagamentos, cronograma de limpeza e ações de conscientização para o não descarte de lixo, mas o Dmae não prestou esclarecimentos até ontem, antes da reunião.

Produção: Caroline Tidra

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