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Seu Problema é Nosso19/10/2020 | 12h44Atualizada em 20/10/2020 | 15h47

Família de Torres faz campanha em busca de apoio para Cecília andar

Devido à malformação congênita, Cecília precisará de cirurgia nas duas pernas

Família de Torres faz campanha em busca de apoio para Cecília andar Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Enquanto não pode andar, Cecília engatinha pela casa Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Com idade para dar os primeiros passos, a pequena Cecília Delfino Candido, de um ano e quatro meses, ainda terá que enfrentar um longo período de tratamento e cuidados para conseguir caminhar. Ela nasceu com uma malformação congênita chamada Hemimelia Fibular Bilateral. 

O problema é caracterizado pela ausência da fíbula – osso longo, que, com a tíbia, é responsável pela sustentação do corpo –, o que compromete a capacidade de andar. Alguns dedinhos dos pés da menina também não se desenvolveram. No pé direito, ela possui quatro, e, no esquerdo, três dedos unidos. 

– Nenhuma ecografia mostrou a malformação. Então, quando ela nasceu, junto com a irmã gêmea, Helena, recebemos o diagnóstico de que não tinha as duas fíbulas, sendo um caso ainda mais raro. Elas são prematuras e, por isso, ficaram na UTI Neonatal por 

78 dias. Depois da alta, começamos a procurar tratamento para a malformação – relembra a mãe, a auxiliar administrativa Carina Delfino, 40 anos. 

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Tratamento

De acordo com Carina, alguns médicos sugeriram a amputação do pé esquerdo. Mas, sem desistir de mais possibilidades, Carina e o esposo, Gilberto Justo Candido, 47 anos, correram atrás de outros especialistas.

– Fizemos a primeira consulta online com um médico do Paraná, por causa da pandemia. No mês passado, conseguimos ir até ele, numa consulta presencial. O médico nos orientou que a primeira cirurgia de Cecília seja para correção e alinhamento dos joelhos, tornozelos, calcanhares e, se necessário, do quadril. Com algum tempo de reabilitação, ela poderá caminhar. Depois, vai ter que passar por alongamentos dos ossos, mas só quando estiver maiorzinha – relata a mãe. 

Particular

Sem cobertura do plano de saúde ou opção via SUS, os procedimentos de Cecília serão feitos na rede particular. Para arrecadar o valor da primeira cirurgia, que é de R$ 80 mil, a família organizou uma vaquinha online e está fazendo rifas. Além disso, conta com o apoio de parceiros na cidade onde moram. Segundo Carina, o médico orientou que a cirurgia ocorra antes do próximo inverno. 

– Estou aguardando os laudos médicos da última consulta para entrar com um processo na promotoria, pedindo a cobertura do tratamento. Talvez ela consiga, mas pode levar anos, e será mais complicada a recuperação – explica Carina. 

Esperança

Conforme a mãe, a pequena vê a irmã, Helena, já caminhando e se inclina, com a intenção de ir para o chão acompanhar a parceira, mesmo que gatinhando. 

– Ao mesmo tempo que alguém (médico) falou que vai cuidar dela, um baita profissional, a gente fica assustado. Hoje, não possuímos esse valor e temos mais uma menina e dois filhos maiores. Nossos salários sempre comportaram nossas despesas, mas isso nos pegou de surpresa. Queremos e vamos lutar pela qualidade de vida dela e, por isso, qualquer forma e valor já vão ajuda muito – conclui Carina. 

COMO AJUDAR

/// Para doar, acesse a vaquinha online.

/// Outras formas de doação, como por depósitos bancários ou rifas, são possíveis de acessar pelo Instagram.

/// As rifas em andamento são para o sorteio de uma camiseta do Grêmio autografada e de uma prancha de surf.

Produção: Caroline Tidra

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