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Torneiras secas21/10/2020 | 08h00Atualizada em 21/10/2020 | 08h00

No novo normal, falta d'água típica do verão já é registrada em bairros da Capital

Problema crônico da cidade, desabastecimento tem afetado residências das zonas Leste e Norte desde meados de setembro

No novo normal, falta d'água típica do verão já é registrada em bairros da Capital Jefferson Botega/Agencia RBS
Cleiton enfrentou o problema também no ano passado Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

“Novo normal”. Neste ano de 2020, a expressão tornou-se representativa das mudanças impostas pela pandemia. Para parte da população de Porto Alegre, ela representa, também, a chegada prematura de uma velha conhecida: a falta de água. Problema crônico da cidade nos meses de verão, já é registrada desde meados de setembro em bairros das zonas Leste e Norte – trazendo uma incomodação a mais para quem, além de encarar a pandemia, precisa lidar com as torneiras secas.

Na residência do advogado Cleiton Atiense, 41 anos, na Rua Panorama, bairro Lomba do Pinheiro, há, pelo menos, um mês, a água só aparece durante a madrugada. Segundo o morador da Zona Leste, é preciso “trocar a noite pelo dia” para dar conta dos afazeres domésticos, pois, a partir das 8 horas da manhã, a realidade já é o desabastecimento. 

A situação, porém, não é novidade para a família: de acordo com o advogado, essa é a rotina de todos os verões em sua casa – que, inclusive, foi mostrada pelo Diário Gaúcho em dezembro do ano passado. A diferença é que, agora, o problema chegou antes do esperado.

– Até agosto tivemos água normal, mas em setembro já começou a falta diária, muito mais cedo que nos outros anos. Nos verões passados, a gente ficava fora no horário comercial. Mas agora, com a pandemia, está ainda mais horrível, porque estamos todos em casa – conta o advogado.

“Injustiçada”

O problema tem causado transtornos também na residência da operadora de caixa Leila Franco Silva, 51 anos, na Rua Panauí – próxima à casa de Cleiton. Para ela, o sentimento é de injustiça:

– O que se houve falar é que desligam a nossa água para não faltar em outros lugares. Me sinto injustiçada, porque pago todos os meus impostos e tenho a minha conta sempre em dia. 

Falta justificativa

A fim de obter uma explicação, a comunidade tem recorrido ao atendimento do Dmae. Cleiton relata fazer contatos diários com o Departamento, via e-mail, mas diz não obter uma justificativa plausível.

– Tiveram a capacidade de um dia me responder que não tinha registro de falta de água na minha região. Mas como se, todos os dias, eu digo para eles (Dmae) que não temos água? É um absurdo – protesta o morador, pontuando que, mesmo sem água, não há diferença na tarifa mensal de sua residência.

Na Zona Norte, moradores do bairro Mario Quintana também tem procurado o DG para relatar falta d’água – desde meados de setembro. Na região, porém, o relato é de normalização na última semana. Ainda assim, a comunidade, que também sofre com o problema todos os anos, sente-se preocupada com a proximidade dos meses de verão.

Dmae vai investigar origem do problema

O Dmae confirmou o recebimento de reclamações a respeito das ruas Panorama e Panauí, na Lomba do Pinheiro. Segundo o Departamento, equipes fizeram sondagens na rede e identificaram problema em um registro, que foi consertado na semana passada. 

Diante do relato de persistência, o Dmae comprometeu-se a fazer novo levantamento para investigar a origem dos problemas.

Quanto à situação na região do Mario Quintana, o Dmae informou que há uma obra de substituição na rede de água da Rua 26 de Março sendo realizada. Por esta razão, pode ocorrer baixa pressão em ruas das imediações. A previsão é de que a obra seja concluída no final de outubro.

Produção: Camila Bengo


 
 
 
 
 
 
 
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