Prestes a receber transplante de medula, morador de Montenegro busca apoio para recuperar-se em casa  - Notícias

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Seu Problema É Nosso16/10/2020 | 15h13Atualizada em 16/10/2020 | 15h13

Prestes a receber transplante de medula, morador de Montenegro busca apoio para recuperar-se em casa 

Em obras, residência do industriário precisa ser concluída para estar adequada às necessidades da recuperação 

Prestes a receber transplante de medula, morador de Montenegro busca apoio para recuperar-se em casa  Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Marcelo busca apoio para passar recuperação em casa Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

– Quero poder estar perto dos meus familiares.

Este é o desejo do industriário Marcelo Schu, 29 anos, para os meses que estão por vir. Lutando contra uma leucemia promielocítica aguda há cerca de três anos, ele está prestes a realizar um transplante de medula óssea – que promete pôr fim ao sofrimento gerado pela doença. A recuperação, porém, é o que causa angústia: em obras, a casa onde vive, em Montenegro, não está adequada às necessidades sanitárias de um recém-transplantado. Por isso, ele precisaria passar por este período de recuperação, que varia de seis meses a um ano, em uma casa de apoio em Porto Alegre, distante da família.

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Com a expectativa de que o transplante autólogo – realizado com a medula do próprio paciente – seja feito até o fim de novembro, a família vem recorrendo à solidariedade para realizar as adequações necessárias. Em obras desde 2017, falta pouco para que a residência fique pronta. O problema, porém, é a falta de recursos para a finalização.

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Obra precisa ser concluídaFoto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

– A recuperação é longa e lenta, serão meses sem poder sair muito e com vários cuidados. O ideal seria concluirmos nossa casa, para que, depois do transplante, ele possa vir ficar com a família, onde temos todo um suporte que é bem importante – explica a esposa, Nicolle Schu, 36 anos, que criou uma vaquinha virtual para arrecadar a quantia necessária.  

Arrecadação

A saída encontrada para driblar a falta de recursos foi a arrecadação online –  já utilizada quando, em 2019, o industriário precisou fazer uso de trióxido de arsênio, medicamento não disponibilizado pelo SUS que custa, em média, R$ 8 mil por dose. A expectativa, desta vez, é conseguir levantar cerca de R$ 20 mil para a conclusão da residência e, assim, passar pela recuperação junto à família.

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Reencontro com a pequena foi cheio de emoçãoFoto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Dos três anos de luta contra a leucemia, entre quimioterapias e internações, Marcelo define como o pior momento do tratamento o período em que, internado, precisou passar mais de 40 dias afastado da filha – a pequena Isabella, cinco anos. Prestes a realizar o transplante, ele conta com a solidariedade para que a situação não se repita – já que, se for para a casa de apoio, por conta da pandemia, não poderá receber acompanhantes:

– Estou otimista, não vejo a hora de fazer o transplante para poder deitar a cabeça no travesseiro e saber que passou. Mas o que me abala, é pensar em ter que ficar longe dos meus familiares. 

Como colaborar

// Dos R$ 20 mil necessários, Marcelo já conseguiu arrecadar cerca de R$ 3 mil, entre doações feitas por meio da vaquinha virtual ou diretamente à família.

/// Para contribuir, acesse vaka.me/1375031 ou entre em contato pelo telefone (51) 99675-9342.  

/// Além de doações em dinheiro, a família aceita materiais de construção e apoio com a mão de obra.

Produção: Camila Bengo


 
 
 
 
 
 
 
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