Batata tem alta de 38,46% em levantamento de preços da cesta básica - Notícias

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Mais cara11/11/2020 | 05h00Atualizada em 11/11/2020 | 05h00

Batata tem alta de 38,46% em levantamento de preços da cesta básica

Em pesquisa mensal do Dieese, alimento teve alta de 38,46%. No geral, a cesta variou 5,16% em outubro, se comparada com setembro, em Porto Alegre 

Batata tem alta de 38,46% em levantamento de preços da cesta básica Marco Favero/Agencia RBS
Produto foi o que teve maior alta entre os 13 pesquisados pelo Dieese Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, 10 apresentaram alta de preços em outubro, conforme levantamento apresentado na sexta-feira (6) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os números são referentes a pesquisa feita em Porto Alegre, onde a cesta básica ficou 5,16% mais cara, custando R$ 581,39. A alta foi puxada, principalmente pela batata, que apresentou elevação de 38,46% na comparação com os dados de setembro. 

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Além da batata, outros itens que já vêm apresentando alta nos últimos meses seguiram com essa tendência. O óleo de soja subiu mais 20,22%, seguindo pelo tomate, com 16,11%. O arroz, que já chegou a ser principal vilão em razão da alta procura e exportação elevada, ficou para trás no ranking das maiores altas, mas ainda subiu de preço, com 9,73% de acréscimo. Entre as altas na Capital, ainda aparecem banana, café, pão, carne, açúcar e feijão.

— A oferta reduzida da batata devido ao fim da colheita de inverno elevou os preços. O clima adverso, com a falta de chuvas, também não tem ajudado. Os produtos in natura têm frequentemente essa intensidade de altas e baixas por conta de clima, safra e ciclos de produção mais curto — explica a economista do Dieese Daniela Sandi.

Dos três produtos que apresentaram baixas, o maior destaque fica pelo leite, que reduziu 2,37% seu preço. Em seguida, a manteiga caiu 2,37% e a farinha de trigo, 0,67%.

Inflação

No acumulado deste ano, a cesta básica de Porto Alegre subiu 14,83%, conforme o levantamento do Dieese. E levando em conta os últimos 12 meses, a alta já é de 25,51%. Enquanto isso, a inflação acumulada deste ano está em 2,22%, e nos últimos 12 meses em 3,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística (IBGE). 

Como é possível notar, os índices da inflação são bem inferiores à alta dos alimentos. Conforme a economista do Dieese, é normal que haja "uma certa desconfiança quando inflação média está baixa e os itens essenciais sobem", mas ela ressalta que os alimentos são apenas um dos itens de consumo, que acabam impactando mais na população de menor renda, onde o gasto com alimentação costuma ser o maior no orçamento.

— O outro lado do problema é o empobrecimento das famílias, algo que já estava em curso antes da pandemia e só se agravou a partir de março. A inflação baixa não significa que o custo de vida ficou menor, significa apenas que o ritmo de subida dos preços diminuiu. A inflação é uma variação de preço, que não é a mesma coisa que custo de vida. Os preços podem não variar e o custo de vida, mesmo assim, ser elevado — explica Daniela.

Óleo de soja, o vilão do ano 

No ranking das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, Porto Alegre seguiu com a quarta cesta básica mais cara do país, atrás de Florianópolis, Rio de Janeiro e  São Paulo, que lidera o índice, com o valor de R$ 595,87. A cesta básica mais barata do Brasil é a de Natal, no Rio Grande do Norte, que custa R$ 436,76.

O levantamento ainda conta com a variação de cada produto no acumulado neste ano e dos últimos 12 meses. E óleo de soja se tornou o grande culpado pelas compras ficarem mais caras. Isso porque no acumulado dos primeiros 10 meses do ano, o produto subiu 101,37%. E em 12 meses, a alta é de 107,065. No lado oposto, a carne reduziu seu preço em -1,72% desde janeiro. Mas, no acumulado de 12 meses, ainda apresenta alta de 27,25%.

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