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Inflação03/11/2020 | 05h00Atualizada em 03/11/2020 | 05h00

Entenda por que o preço da carne deve seguir em alta nos próximos meses

Segundo a prévia da inflação de outubro, calculada pelo IBGE, produto ficará 4,83% mais caro. No ano, alta acumulada é de 11,04%

Entenda por que o preço da carne deve seguir em alta nos próximos meses Porthus Junior/Agencia RBS
No IPCA-15, a carne bovina ficou 4,83% mais cara em relação ao mesmo período de setembro Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A faca de preços dos açougues está mais afiada a cada mês. E, conforme a prévia da inflação, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) há poucos dias, isso deve seguir nos índices de outubro. Conforme a pesquisa, a carne bovina ficou 4,83% mais cara em relação ao mesmo período de setembro. E no acumulado do ano, o produto já soma uma valorização de 11,04%. 

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Os números do chamado IPCA-15 — Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 — são divulgados depois da metade do mês e trazem uma prévia de como deve ficar a inflação do país no mês completo. Esse dado irá constar no IPCA, índice que deve ser divulgado em breve. No último IPCA, publicado em setembro, a carne já apresentava alta de 4,53%, na comparação com agosto.

E, conforme especialistas, esses patamares devem se manter nos próximos meses. Isso porque o Brasil tem exportado muito diante da valorização do dólar, que torna a venda mais rentável. E o milho e a soja, que compõem as rações dos rebanhos, também passam por forte impacto da balança comercial, com aumento da exportação e escassez no mercado interno. Uma das consequências deve ser o aumento de preço não só da carne bovina, mas daqueles itens que podem uma ser uma alternativa na mesa: frango e ovos. No IPCA de setembro, as aves e ovos apresentavam alta de 1,38% em relação a agosto. E no acumulado do ano, os dois produtos já subiram 7,39%.

Regulação

Conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o aumento no preço do milho está sendo o principal agente de pressão para os custos de produção dos avicultores. Entretanto, o presidente da entidade, Ricardo Santin, acredita que a situação deve melhorar com medidas tomadas pelo governo federal, como a taxa de importação zerada para o milho. Mas, se a autorregulação do mercado interno não for ágil, o preço pode continuar a subir.

— Infelizmente, esse custo será repassado para o preço ao consumidor. A inflação de alimentos só será reduzida se houver insumos acessíveis — diz o presidente da ABPA.

Na comparação mensal, todos as carnes subiram. Porém, no acumulado do ano, há cortes que reduziram de patamar no IPCA-15. A maior queda de preço é do filé mignon, que reduziu 11,22% seu valor. A picanha desvalorizou 3,05%. E um corte mais em conta que também reduziu de preço foi o lagarto redondo, com queda de 1,8%. Entre as aves, nenhuma categoria apresentou queda no acumulado do ano. Mas, na comparação entre setembro e outubro, os ovos ficaram 0,75% mais baratos.

Capital sente menos os efeitos

Conforme os dados do IBGE, os moradores de Porto Alegre têm sentido menos os efeitos da inflação. Por aqui, os números do IPCA-15 foram menores se comparados com a média nacional. A carne, por exemplo, subiu 3,2%, menos que os 4,53% da média nacional.  

E em relação às aves e ovos, a Capital teve redução nos preços de 0,14%, enquanto o índice geral subiu 1,04%. O destaque, assim como no cálculo nacional, ficam por conta dos ovos, que reduziram em 2,19% o seu preço em Porto Alegre.

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