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DG no Bus]ao02/02/2021 | 05h00Atualizada em 02/02/2021 | 05h00

Usuários reclamam de demora excessiva no transporte coletivo de Cachoeirinha

Situação ocorre no transporte municipal e no metropolitano, segundo os passageiros

Usuários reclamam de demora excessiva no transporte coletivo de Cachoeirinha Ronaldo Bernardi / Agencia RBS/Agencia RBS
Espera na parada é quase sempre longa, relatam os usuários Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS / Agencia RBS

Em Cachoeirinha, para usar o transporte público, antes de tudo, é preciso ter paciência. Isso porque, seja no sistema de transporte municipal ou no metropolitano, os veículos tem demorado para aparecer, como relatam passageiros. 

O fato fica evidente ao olhar as paradas de ônibus do município da Região Metropolitana. Nesta segunda-feira (1), a reportagem circulou pela cidade e, mesmo fora do horário de pico, os pontos estavam lotados. Na Avenida General Flores da Cunha, a principal da cidade, o movimento era ainda mais acentuado. 

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A aglomeração nos pontos era maior no sentido Porto Alegre/Cachoeirinha. Entre os coletivos vistos no local, os menos frequentes eram justamente os das empresas Transbus – linhas municipais – e Transcal – linhas metropolitanas.

Os usuários relatam que a situação é pior nas linhas municipais. Isso porque as linhas circulando seriam mais do modelo seletivo, com micro-ônibus. Nesta modalidade, há diferença nos valores, enquanto os carros comuns tem a tarifa de R$ 4,60, o seletivo cobra R$ 6,25 – ambas linhas municipais. 

Isentos

Por isso, era notável que, quando os micro-ônibus passavam pelas paradas, entre os poucos usuários que optam pela modalidade, muitos são idosos, ou seja, isentos do pagamento. Demais passageiros, enquanto a paciência permitia, aguardavam pelos coletivos comuns.

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Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

O corretor de imóveis Lauro César da Rosa, 65 anos, precisa se deslocar entre o centro da cidade – perto ponte entre Cachoeirinha e Porto Alegre – e o bairro Parque da Matriz. Segundo ele, a oferta de ônibus, que já parecia reduzida, está ainda mais restrita no verão. Paulo conta que chega na parada e espera a primeira opção que vier, seja um ônibus municipal ou metropolitano, mesmo que a segunda opção tenha uma passagem mais cara. Ainda assim, conforme o usuário, a espera no ponto ultrapassa uma hora e m alguns dias.

– Está bem complicado pegar ônibus aqui em Cachoeirinha. Precisam colocar mais ônibus urgentemente – diz.

Em busca de emprego, a operadora de marketing Débora Fernandes, 38 anos, conta que tem sido um desafio utilizar o transporte público na cidade. Para ela, além do incômodo da demora, a higienização dos veículos também tem deixado a desejar. Moradora do bairro Granja Esperança, Débora também conta que não tem preferência, utiliza “o ônibus que aparecer primeiro”, seja da Transbus ou da Transcal:

– E mesmo assim, é quase uma hora na parada.

Atrasos

A demora também é alvo da reclamação do estudante Davi da Cunha Costa, 16 anos. Morador do bairro Nova Cachoeirinha, ela conta que costuma vir ao centro da cidade para atendimentos odontológicos. E, quando sai do seu bairro, espera mais de uma hora no ponto próximo de sua residência.

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– A gente sai muito antes de casa, para tentar não chegar atrasado nos compromissos aqui perto do centro – pontua Davi.

Para a aposentada Maria dos Santos, 62 anos, a situação é ainda pior aos finais de semana. Segundo ela, aos sábados, praticamente não há ônibus circulando na cidade. Com isso, em caso de necessidade de deslocamentos, usuários acabam tendo de recorrer aos aplicativos de transporte individual e, por consequência, gastando mais. 

– Aos sábados, parece que não existe ônibus nessa cidade, está horrível – conta a morada da Vila Anair.

Novas linhas operando na quarta-feira

A Transbus, que opera o sistema municipal, confirmou que “horários foram redimensionados à nova demanda de passageiros na pandemia, mas gradativamente estão sendo retomados”. Conforme a empresa, atualmente, 70% dos carros estão operando, na comparação com o período pré-pandemia. Ao mesmo tempo, a Transbus diz que está com apenas 40% da demanda, comparado ao que era antes da pandemia.

Em relação aos micro-ônibus, a companhia explica que, “atualmente, 40% das viagens são de micro-ônibus e 60% com ônibus normais”.  E garante que os cartões de bilhetagem podem ser utilizados em qualquer veículo que aceita o cartão TEU, “inclusive realizando integrações com a Transcal e com as linhas do Consórcio Metropolitano (CMT)”. 

A partir de quarta-feira (3), a Transbus também inicia a operação de duas novas linhas, a C8/Fátima/Granja e C80/Granja/Fátima, em formato circular. Com isso, a empresa garante que as viagens comuns realizadas até hoje, com intervalos de duas em duas horas no entre-pico, passarão a ser de 30 em 30 minutos no formato circular.

Já a Transcal afirmou que as linhas estão gradativamente voltando a operar normalmente após as reduções que ocorreram nas primeiras semanas do ano. “A empresa opera hoje com 80% da sua frota, atendendo a uma demanda que chega a 58% da que existia no período pré-pandemia”.

Como reclamar

/// O contato com a Transbus é pelo e-mail sac@transbus.srv.br.

/// Também é possível falar pelo WhatsApp (51) 99635-2526 ou pelo telefone (51) 3471-3401.

/// O Serviço de Atendimento ao Cliente Transcal (SACT) atende pelo telefone (51) 3441-6400 ou no WhatsApp (51) 99326-1712.

 
 
 
 
 
 
 
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