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Porto Alegre07/04/2021 | 11h41Atualizada em 07/04/2021 | 12h34

Família busca ajuda para menina Heloíse, hospitalizada desde novembro

Após diversos problemas de saúde, a menina precisou ser entubada e agora aguarda a volta para casa

Família busca ajuda para menina Heloíse, hospitalizada desde novembro Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Com um mês de vida, Heloíse aspirou leite durante a amamentação e precisou ir para a emergência. Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

A pequena Heloíse de Freitas Trindade tem apenas cinco meses. Com complicações já no parto, desde seu nascimento ela enfrenta sérios problemas de saúde. Hospitalizada desde novembro passado, a menina precisou de uma traqueostomia para respirar e aguarda o momento de poder voltar para casa, no bairro Belém Velho, na Capital. Para isso, a família vai precisar de solidariedade.

Thamires Martins Freitas, 23 anos, mãe de Heloíse, explica que a filha nasceu enrolada no cordão umbilical. Apenas quatro dias após o parto de risco, a criança recebeu alta. Um mês depois de sua ida para casa, Helô, como é chamada pela família, aspirou leite durante a amamentação e precisou ser levada às pressas à emergência:

– Eu levei-a morta para o hospital. (A equipe médica) ficou oito minutos reanimando, e depois disso veio uma coisa atrás da outra.  

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Durante o incidente, o nível de oxigênio no cérebro de Heloíse baixou, o que a deixou com a saúde ainda mais fragilizada. De volta ao hospital, passou por uma série de exames, onde identificaram que possui uma anomalia respiratória chamada laringomalácia. 

A malácia é uma má formação da cartilagem que sustenta a laringe e causa dificuldades na respiração por fechar as vias aéreas, a região onde passa o ar que vai para os pulmões. Além do problema respiratório, essa anomalia pode prejudicar a alimentação dos bebês, fazendo com que aspirem o leite para o sistema respiratório. Foi justamente o que aconteceu com Helô. 

Respirador 

Outro problema que a criança sofreu ocorreu enquanto realizava os exames que identificaram a malácia. É que, durante o procedimento, a temperatura de seu corpo baixou, e ela entrou em estado de hipotermia (quando o nível de calor do corpo humano fica abaixo de 35°C). Isso prejudicou ainda mais seu sistema respiratório, o que a fez ser entubada, por meio de traqueostomia. 

– Ela não consegue mais sair do respirador, depende dele, e tem problemas neurológicos causados pela falta de oxigênio que teve no cérebro – diz Thamires. 

Heloíse já pode voltar para casa, porém, a família precisa garantir as condições para a continuidade de seus cuidados. Ela seguirá dependendo do respirador, e a preocupação no momento é com os altos custos gerados pelo equipamento.  

Vaquinha online

Thamires tem passado seus dias no hospital com a filha, por isso, está sem emprego, e o marido é autônomo – trabalha como auxiliar de obras. Atualmente, moram de aluguel e buscam ajuda para receber a filha em casa.  

O casal ganhará do Estado o respirador que Helô terá que usar por tempo indeterminado. A previsão é de que o equipamento chegue ainda nesta semana. Após ser entregue, Heloise ficará por mais uma semana no hospital para se adaptar ao novo equipamento. Mas o contentamento de poder levar a filha para casa em breve é acompanhado da preocupação de arcar com o alto gasto de eletricidade que o aparelho consome. 

Thamires conta que, a partir de conversas com mães de crianças que se encontram na mesma situação de Helô, estima que terão um gasto mensal com eletricidade entre 

R$ 400 e R$ 800. Por isso, o casal lançou uma vaquinha online com o objetivo de arrecadar um valor que permita a eles terem uma reserva para arcar com as despesas dos próximos meses. Com o dinheiro que já receberam no financiamento coletivo, conseguiram pagar adiantado alguns meses de aluguel, mas seguem preocupados.

Para ajudar Heloíse 

/// Acesse o link vaka.me/1788567 ou entre em contato pelo telefone (51) 98045-7467.

Produção: Émerson Santos

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