Em Canoas, treinador de futebol apoia meninos que sonham em entrar em campo profissionalmente - Notícias

Versão mobile

 
 

Seu Problema é Nosso03/06/2021 | 12h02Atualizada em 03/06/2021 | 12h02

Em Canoas, treinador de futebol apoia meninos que sonham em entrar em campo profissionalmente

Além das aulas práticas, Ademir Zefino incentiva o time em ações sociais e nos estudos. Projeto não tem recursos para aquisição de equipamentos e uniformes

Em Canoas, treinador de futebol apoia meninos que sonham em entrar em campo profissionalmente Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Dedicação no futebol e boas notas na escola Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

O morador de  Canoas Ademir Zefino, 45 anos, enxerga o futebol como um caminho para a transformação social. Seu sonho de infância, de ser jogador profissional, não se realizou. Apesar disso, hoje, ele investe seu tempo em auxiliar meninos da comunidade onde mora, no bairro Mathias Velho, a estarem mais próximos de alcançar o desejo de fazer do esporte uma profissão. 

LEIA MAIS
Família de Alvorada luta para se restabelecer
Músico selecionado para estudar nos Estados Unidos pede ajuda para custear viagem
Cinco problemas históricos na Região Metropolitana ainda precisam solução 

Ademir, quando criança, participou de escolinhas de futebol. Mas, como os pais trabalhavam e, por isso, não tinham tempo de acompanhá-lo, teve que desistir do sonho. Ao longo da vida, atuou em diversas áreas, mas a paixão pelo futebol permaneceu. Por 12 anos, ele trabalhou no Hospital Santa Casa de Misericórdia e, lá, observava os garotos em situação de rua andando pelo centro da Capital. Esse cenário foi alimentando a vontade de atuar em projeto social.  

– Hoje, infelizmente, a realidade não é distante de como era meu tempo. Os pais têm que trabalhar e, pelas condições financeiras e sociais, não podem acompanhar os filhos. Então, eu quis fazer algo. Resolvi fazer esse projeto para, através do futebol, dar a oportunidade para os meninos – relata.

Ceca

O Canoas Esporte Clube Acolher (Ceca), nome que deu ao seu projeto, surgiu por acaso. Ademir, que atualmente cursa uma faculdade de Educação Física, estava treinando seus filhos, quando vizinhos viram e se interessaram. Outros pais também passaram a procurá-lo e pedir para que ele treinassem seus filhos. Esse foi o pontapé para o instrutor colocar em prática o desejo que carregava há anos. 

Três vezes na semana, eles se reúnem no campo Marcilio Dias, no bairro Harmonia, para as práticas. Com seu veículo, que pode transportar até sete pessoas, ele busca alguns dos guris e, após os treinos, os devolve para os pais. Outros, chegam até o local a pé ou de bicicleta. Lá, eles desenvolvem atividades cognitivas, fundamentos do futebol, orientações técnicas, além de instruções de como se comportar em campo. No total, são 28 integrantes do projeto. 

Ademir, que não pôde realizar seu sonho de se tornar jogar profissionais, hoje ajuda meninos de Canoas a buscar esse objetivo. <!-- NICAID(14798891) -->
Ademir e o timeFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Sendo essa sua única atividade profissional hoje, Ademir pede uma ajuda de custo de R$ 10 por hora de treino. Contudo, ele afirma, que sabia desde o início que nem todos poderiam pagar. Por isso, além de ter alunos bolsistas, que não pagam a taxa, ele permite que outros acertem o valor quando tiverem. Para Ademir, os encontros vão além da prática do esporte. Um dos critérios do Ceca é a comprovação de que estão seguindo os estudos com dedicação. 

– Não é só o futebol, são planos para a vida deles. Então isso abre um leque de oportunidades para essa gurizada. O projeto trabalha o caráter deles, porque, eu sempre falo, queremos formar cidadãos – completa.

Solidariedade também faz parte dos treinos 

Para incentivá-los a seguirem no Ceca, e ao mesmo tempo levá-los a praticar a solidariedade, Ademir promove ações sociais com seus alunos. Entre as iniciativas, ele fez uma promoção em que, aqueles que conseguissem dois adultos para doação de sangue, ganhariam um mês de treino sem taxas. 

Kelvynn de Moura, 14 anos, além de estudar, divide seu tempo entre os treinos e o trabalho na fruteira de sua mãe:

– Ele é um cara que me apoiou desde que eu entrei. Mostrou preocupação, coisa que eu não tinha visto em nenhuma outra escolinha – afirma o jovem, que assim como outros alunos, carrega o desejo de ser jogador de futebol.

Os uniformes, as bolas e as chuteiras que os alunos usam foram comprados por Ademir. O instrutor sente a necessidade de ter fardamentos extras, além de mais bolas, mas, sem um patrocínio, a aquisição dos equipamentos se torna limitada. 

Para conhecer e ajudar

/// É possível conhecer o projeto no Instagram.

/// Para ajudar ou falar diretamente com Ademir, ligue para  (51) 99416-7257.

Produção: Émerson Santos

Leia mais notícias na seção Seu Problema é Nosso 


 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros