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Combate à pandemia07/11/2021 | 22h07Atualizada em 07/11/2021 | 22h07

Secretaria Estadual da Saúde divulga orientações para volta às aulas presenciais no RS

Documento recomenda dar preferência a atividades ao ar livre e evitar transporte público para deslocamentos

Secretaria Estadual da Saúde divulga orientações para volta às aulas presenciais no RS André Ávila / Agencia RBS/Agencia RBS
Governo determinou volta obrigatória ao ensino presencial a partir desta segunda-feira Foto: André Ávila / Agencia RBS / Agencia RBS

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde divulgou neste domingo (7) um documento com  recomendações para garantir maior segurança no retorno obrigatório às aulas presenciais, a partir desta segunda-feira (8), em relação ao coronavírus.

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As orientações do órgão, vinculado à Secretaria Estadual da Saúde (SES), são destinadas a três públicos-alvo com regras específicas a serem observadas por cada um: a comunidade escolar, os pais ou responsáveis e profissionais da saúde. As normas incluem cuidados sanitários básicos, como uso de máscaras da forma correta, ventilação de ambientes e preferência por atividades ao ar livre.

O material lembra ainda que é importante manter o distanciamento (com exceção de pessoas que vivem na mesma casa) e evitar ambientes pouco ventilados principalmente no momento das refeições. As recomendações incluem ainda evitar, se possível, o transporte público - dando preferência a caminhadas, bicicleta, transporte próprio ou escolar. Se não houver alternativa ao transporte público, a Vigilância em Saúde pede para "abrir janelas, não tocar na máscara e higienizar as mãos assim que sair do veículo".

Aos pais ou responsáveis, cabe não permitir que os alunos frequentem a escola em caso de sintomas suspeitos ou quando houver caso de covid-19 no ambiente doméstico. O documento também orienta os profissionais de saúde para que façam sempre uma "avaliação integral do paciente e da família, ponderando os comportamentos atuais e as medidas implantadas para evitar a contaminação por covid-19 nas atividades de vida diárias do núcleo familiar, assim como o risco individual de agravamento em caso de uma possível contaminação".

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Leia, a seguir, a íntegra das recomendações divulgadas pela SES para reduzir riscos de contaminação pelo coronavírus na retomadas das atividades.

Comunidade escolar
/// Observar o uso correto de máscaras - bem ajustada ao rosto, cobrindo completamente o nariz e a boca.
/// Higienizar as mãos antes de manipular a máscara de proteção facial e, em especial, antes da alimentação.
/// Garantir a ventilação de ambientes.
/// Dar preferência para atividades ao ar livre.
/// Dar preferência para alimentação em locais amplos e arejados.
/// Pessoas que vivem na mesma casa, como por exemplo irmãos, não precisam respeitar o distanciamento durante as refeições.
/// Realizar o deslocamento para escola preferencialmente caminhando, de bicicleta, em outro transporte próprio ou em transporte escolar, sempre que possível.
/// Em transportes públicos coletivos abrir janelas, não tocar na máscara e higienizar as mãos assim que sair do veículo.
/// Comunicar às famílias, colegas e estudantes sempre que uma pessoa com caso confirmado para covid-19 for diagnosticada.

Pais ou responsáveis
/// Não permitir que a criança ou adolescente frequente a escola quando estiver com sintomas respiratórios ou gastrointestinais, tais como: espirros, coriza, tosse, diarreia ou vômito.
/// Não permitir que a criança ou adolescente frequente a escola quando houver caso confirmado para covid-19 no ambiente domiciliar, por um período de 14 dias a contar da confirmação ou do início dos sintomas.
/// Tratando-se de alunos ou seus respectivos coabitantes com condições clínicas para potencial agravamento em caso de covid-19, o profissional de saúde poderá, após avaliação, indicar a necessidade de manutenção do ensino remoto. As razões médicas comprovadas mediante apresentação de atestado podem referir-se apenas ao coabitante com comorbidade. Sugere-se, contudo, que seja realizada avaliação integral, incluindo os prejuízos pedagógicos que possam estar associados ao ensino remoto exclusivo, ponderando-se, inclusive, os prejuízos causados pelo isolamento prolongado e os potenciais danos à saúde mental e ao desenvolvimento sociocultural do aluno.

Profissionais de saúde
/// Realizar avaliação integral do paciente e da família, ponderando os comportamentos atuais e as medidas implantadas para evitar a contaminação por covid-19 nas atividades de vida diárias do núcleo familiar, assim como o risco individual de agravamento em caso de uma possível contaminação.
/// É essencial avaliar os potenciais danos, incluindo os já existentes, devido ao isolamento ou secundários à pandemia. O objetivo é que o profissional de saúde seja capaz de apoiar a tomada de decisão consciente e compartilhada em relação à manutenção da atividade de ensino remota, que deve ser a exceção, e não a regra, em especial na Educação Básica.

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