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Seu Problema é Nosso20/01/2022 | 11h56Atualizada em 20/01/2022 | 11h56

Com apoio de doadores, projeto esportivo de Gravataí leva atletas para disputar torneio em Brasília

Projeto OSS oferece aulas de Caratê para crianças e adolescentes de comunidades de Porto Alegre e Região Metropolitana

Com apoio de doadores, projeto esportivo de Gravataí leva atletas para disputar torneio em Brasília arquivo pessoal / arquivo pessoal/arquivo pessoal
Grupo de alunos com o treinador em Brasília Foto: arquivo pessoal / arquivo pessoal / arquivo pessoal

Conquistar uma medalha ofusca a realidade muito comum de quem busca ajuda para competir. Esse é o caso do Projeto OSS, de Gravataí, que, entre os desafios, encontrou dificuldades financeiras para participar de eventos. Apesar de tudo, após a reportagem publicada em 9 de julho do ano passado, os alunos do Projeto OSS puderam comparecer ao Torneio Nacional de Caratê, que ocorreu nos dias 27 e 29 de agosto, em Brasília, no Distrito Federal. 

Fundado há cerca de três anos, o projeto busca transformar a vida de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, por meio do caratê. Coordenador da iniciativa, o treinador Cristiano Vanni, 33 anos, conta que o projeto viabiliza o acesso esportivo a crianças e adolescentes de comunidades de Porto Alegre e da Região Metropolitana, atendendo gratuitamente, em média, 20 alunos a partir dos oito anos, no bairro Cohab, em Gravataí.

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Vaquinha

Pensando no campeonato, Cristiano criou uma vaquinha online para arrecadar cerca de R$ 10 mil e custear as despesas dos 12 atletas convocados. No entanto, apenas oito conseguiram ir ao torneio. Do valor total, a equipe conseguiu apenas R$ 900.

– Não chegamos nem perto do valor que precisávamos. Só foi possível levar oito pessoas porque alguns pais pagaram as passagens de seus filhos, e todos pagaram os alojamentos – lamenta.

Segundo a treinadora Luizy Güntzel, 26 anos, os oito atletas precisaram desembolsar cerca de R$ 1,8 mil com as despesas da viagem como passagens, alimentação e hospedagem.

Campeonato 

A equipe, coordenada por ele e por Luizy, passou três dias em Brasília. Segundo o treinador, todos os participantes do projeto que compareceram ao evento foram premiados em suas categorias, e os atletas classificados farão parte da seleção brasileira de caratê. 

– As disputas foram difíceis, por conta do altíssimo nível do evento. Os quatro primeiros colocados também farão parte da seleção brasileira de caratê e da Confederação Nacional de Karate do Brasil. – explica. 

Conforme Cristiano, os atletas classificados são Jamile Lopes, 18 anos, Maryana Güntzel, 18 anos, Vinícius Balsemão, 16 anos, Luizy Güntzel, 26 anos e João Henrique, 10 anos. O time atuou em duas modalidades: o Kata – aplicação dos movimentos e técnicas de luta –, e o Kumite – lutas tradicionais com adversários, levando premiações do primeiro ao sexto lugar em suas categorias.

Orgulho

O treinador se orgulha da evolução de seus alunos. Ele conta que nenhum deles havia ainda viajado de avião e que a experiência de competir fora do Rio Grande do Sul foi excelente para todos:  

– Pude acompanhar o progresso de cada aluno meu. Um evento deste tamanho muda a vida de todos. Estou feliz como professor e muito confiante com o futuro da modalidade, se depender dessa gurizada.

Para este ano, o treinador planeja preparar os alunos para novas competições de caratê.

– Temos dois grandes desafios. o primeiro é participar da copa do Brasil, em Pernambuco, e levar um número maior de atletas para o campeonato brasileiro de caratê em Goiás – conta.

Produção: Vitória Fagundes


 
 
 
 
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