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Seu Problema é Nosso28/02/2022 | 10h12Atualizada em 28/02/2022 | 10h12

Em São Leopoldo, projeto esportivo gratuito pede ajuda para investir em seus atletas

Grupo necessita de equipamentos para realização de treinos e participação em campeonatos

Em São Leopoldo, projeto esportivo gratuito pede ajuda para investir em seus atletas Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Aulas são oferecidas para crianças, adolescentes e adultos Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

As práticas esportivas trazem ganhos para a saúde e para o bem-estar. Mas, para além destes benefícios, o sensei Moisés Costa da Silva, 45 anos, enxerga o esporte como uma ferramenta de transformação social. Foi assim que, há pouco mais de seis anos, iniciou seu projeto de caratê. 

No próprio condomínio onde mora, em São Leopoldo, ele oferece aulas gratuitas para crianças e, mais recentemente, adultos em situação de vulnerabilidade social que desejam iniciar na atividade. Porém, a falta de equipamentos para oferecer aos alunos se tornou um impeditivo para que possa avançar ainda mais no projeto. 

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Moisés, que tem formação como técnico em eletricidade, começou sua trajetória no caratê muito novo: há 32 anos. Há 20 anos passou a dar aulas e há 10 anos se tornou faixa preta. Hoje, é vice-presidente da Associação Ji In de Karatê Shotan, organização que mantém uma série de dojos, espaços onde são realizadas as práticas do esporte.  

Ao falar da história do projeto onde dá aulas hoje, o sensei explica que, antes de sua criação, ele e um amigo realizavam oficinas em uma escola. Quando as atividades no local se encerraram, passaram para um ginásio de esportes localizado em Novo Hamburgo. Nesta época, Moisés estava inscrito no antigo programa social Minha Casa Minha Vida e acabou sendo sorteado para morar em um condomínio que foi construído no bairro Campinas, em São Leopoldo. Logo que se mudou para lá, conversou com a síndica do local e perguntou se haveria algum espaço para ele desenvolver um projeto social. Assim, inaugurou o Dojo Voo da Águia, com a proposta de treinar, sem custos, moradores da sua comunidade. 

Inclusão

Atualmente, o dojo possui três turmas. Em uma delas, atende seis crianças de cinco a oito anos. Em razão da pouca idade, esses alunos não participam de campeonatos. Na segunda turma, são 20 alunos entre oito e 17 anos. Já a turma de adultos, inaugurada mais recentemente, conta com três praticantes. 

– Atendemos pessoas em vulnerabilidade. Também temos duas crianças com deficiência intelectual. Ajudamos na coordenação motora, na disciplina e prezamos muito pela educação pessoal dos alunos – explica Moisés. 

Das atletas do espaço, três meninas já foram campeãs estaduais e um guri conseguiu classificações de segundo e terceiro lugares em campeonatos. 

Na pandemia, Desafios para avançar 

Maiara Bairros, 21 anos, é uma das integrantes da turma de adultos. Ela conta que, por sete anos, praticou capoeira, mas precisou parar devido à necessidade de trabalhar. Porém, em uma visita na casa de familiares, conversou com dois de seus primos, de 13 e oito anos, que fazem parte do dojo Voo da Águia. Soube da iniciativa de Moisés e reacendeu em si a vontade de praticar esporte. Logo procurou o sensei e ingressou no projeto: 

– E eu já entrei com este pensamento, de não ir só por lazer. Quero participar de campeonatos e ir mais a fundo. 

E, sobre as competições, o grupo têm enfrentado desafios. É que a falta de equipamentos impede que participem de algumas delas. Moisés não tem condições financeiras para comprar quimonos, capacetes, luvas e caneleiras para todos os alunos. Mas, devido aos cuidados contra a covid-19, campeonatos exigem que atletas usem equipamentos individuais. 

– Alguns pais já compraram para seus filhos, mas, para os outros, ainda continuo emprestando – fala o instrutor. 

Por isso, o grupo busca doações. Nas redes sociais, os apelos não têm surtido o efeito esperado.

Colabore
/// Para ajudar o projeto, é possível fazer doações dos equipamentos de duas formas: indo até o dojo, localizado na Rua Ipamoriti, 254, no bairro Campina, em São Leopoldo, ou ainda solicitar que os integrantes do grupo busquem os materiais.
/// Mais informações com Moisés pelo WhatsApp (51) 99222-9628. 

Produção: Émerson Santos


 
 
 
 
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