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Três anos depois19/04/2022 | 21h35Atualizada em 19/04/2022 | 21h35

Rio Grande do Sul receberá 33 dos 529 profissionais convocados no programa Médicos pelo Brasil

Cidades contempladas ainda precisam ser definidas pela Secretaria Estadual da Saúde

Rio Grande do Sul receberá 33 dos 529 profissionais convocados no programa Médicos pelo Brasil André Ávila/Agencia RBS
O Rio Grande do Sul é o sexto que mais vai receber reforços Foto: André Ávila / Agencia RBS

O Rio Grande do Sul vai receber 33 dos 529 profissionais convocados para a primeira etapa do programa Médicos pelo Brasil, do governo federal. O número corresponde a 6,2% do total chamado quase três anos após o lançamento da iniciativa que substituiu o Mais Médicos, em 2019.

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A Bahia será o Estado com mais profissionais, com 68 médicos enviados, seguido pelo Ceará, com 59. O Rio Grande do Sul é o sexto que mais vai receber reforços.

Conforme o Ministério da Saúde, os profissionais já podem começar a atuar imediatamente, e cabe à Secretaria Estadual de Saúde (SES-RS) definir quais serão os municípios contemplados. Em contato com a reportagem de GZH nesta terça-feira (19), a SES-RS afirmou que "o Estado ainda não foi comunicado pelo Ministério" e que, "assim que receber a informação, encaminhará o processo".

Os primeiros médicos assinaram o contrato de trabalho na segunda-feira, em Brasília. Eles serão direcionados para quase duas mil cidades brasileiras para reforço na Atenção Primária pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A contratação ocorre na modalidade CLT, com benefícios adicionais para atuação nas áreas mais distantes e com remunerações que podem chegar a R$ 24 mil. Se o médico for para os distritos indígenas, ainda poderá receber R$ 6 mil a mais como incentivo.

Com investimento de mais de R$ 783 milhões, o programa conta com mais de 4,6 mil vagas. Ao longo deste mês, serão convocados cerca de 1,7 mil médicos. De acordo com o Ministério da Saúde, o restante dos profissionais será acionado durante a vigência do edital, sendo a maioria ao longo deste ano. 

O critério para convocação é a necessidade local, com prioridade para municípios que têm mais dificuldades de contratação, conforme o que é apontado pelo Ministério da Saúde e as prefeituras.


O primeiro processo seletivo do Médicos pelo Brasil teve 8.518 candidatos aprovados entre 16.357 inscritos. Os primeiros profissionais estão sendo convocados quase três anos após o lançamento da iniciativa, que ocorreu em 1º de agosto de 2019.

O programa prevê a entrada de doutores estrangeiros ou brasileiros formados no exterior, após realização do exame Revalida, que legaliza o diploma no país. A ideia é substituir gradativamente o Mais Médicos, criado em 2013, na gestão da presidente Dilma Rousseff (PT). A participação de profissionais cubanos, uma tônica do projeto, foi duramente criticada por Jair Bolsonaro na campanha de 2018. 

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