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Seu Problema é Nosso03/05/2022 | 10h31Atualizada em 03/05/2022 | 10h31

Faltam profissionais em escola municipal de Porto Alegre

Mãe de uma aluna reclama que a instituição, no bairro Rubem Berta, tem reduzido os horários de aula por causa do problema

Faltam profissionais em escola municipal de Porto Alegre Reprodução / Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Sem profissionais para atuar na cozinha, o colégio reduziu os horários de aula Foto: Reprodução / Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Depois de quase dois anos de aulas remotas, em razão da pandemia, tudo que alunos e pais esperavam é que a volta do ensino presencial pudesse recuperar o tempo perdido. Para alguns, isso está sendo possível. Mas na Escola Municipal de Ensino Fundamental Grande Oriente, no bairro Rubem Berta, zona norte da Capital, não.

Mãe de uma aluna, a assistente administrativa Tatiane Padilha, 40 anos, conta que, desde a retomada das aulas presenciais, faltam professores e funcionários na escola. Ela diz que o problema é generalizado e não ocorre com apenas uma turma ou série.

– A escola manda para os pais os horários de todas as turmas. No caso da minha filha, tem dias que ela tem duas ou três horas de aula. E eu já vi outras turmas terem menos de uma hora de aula no turno inteiro – conta.

Comunicação

Segundo Tatiane, nas últimas semanas, a instituição chegou a comunicar aos pais de que reduziria os horários mais ainda. A justificativa seria a de que funcionários terceirizados da cozinha e da limpeza não estavam trabalhando por causa da falta de vale-transporte.

– Depois disso, na semana passada, eles disseram que iria normalizar. Só que é um normal ainda com horários reduzidos, porque a falta de pessoas não foi suprida. Nunca foi 100% regularizado desde que voltou a ser presencial – reclama.

Além da falta de pessoal, Tatiane diz que a comunicação adotada pela escola piora as coisas. De acordo com ela, as informações sobre ajustes de horário e suspensão das aulas são enviadas em um grupo com os pais no WhatsApp. Por causa disso, é normal que alguns descubram sobre as mudanças apenas quando chegam ao colégio para deixar seus filhos. 

– A escola fica em uma comunidade, e tem gente que não tem internet. Então, muitos chegam lá, às vezes com pressa ou em dias de chuva, e dão de cara com os avisos no portão – explica.

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Ela conta ainda que o desencontro de informações já rendeu tumultos na porta da escola. É que muitos pais chegam com pressa para deixar os filhos porque precisam trabalhar e descobrem que os horários foram alterados ou que as aulas serão encerradas mais cedo.

– Outro dia, deu uma confusão e tiveram que chamar a Brigada Militar. Duas crianças estavam saindo sozinhas da escola porque não teriam aula, e o pai de uma estava chegando lá na frente bem na hora – diz Tatiane.

Por causa de todo o problema, ela chegou a procurar a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre (Smed) e registrou o protocolo 1269202277. Porém, não teve retorno.

Smed: professores foram convocados

A Smed reconhece a falta de professores na Escola Municipal de Ensino Fundamental Grande Oriente, mas aponta que convocou 155 novos profissionais no dia 22 de abril. Diz ainda que, assim, irá suprir a necessidade da instituição.

Sobre a escassez de outros profissionais, afirma que apenas por dois dias houve falta de funcionários na cozinha, o que motivou a escola a liberar os alunos mais cedo nestas ocasiões. A secretaria explica que, para compensar as reduções de carga horária, a escola está enviando atividades para que os alunos façam em casa. 

Por fim, sobre a comunicação das alterações de horário na escola, a Smed diz que os avisos são feitos por WhatsApp, Facebook e por meio do mural da instituição.

Produção: Guilherme Jacques


 
 
 
 
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