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Programa focado em reduzir filas oferecerá 72 mil cirurgias a mais em 12 meses no RS

O investimento será de R$ 85 milhões pelo governo do Estado; outros R$ 28,1 milhões serão pagos pelos municípios; confira as especialidades contempladas

24/05/2022 - 22h31min

Atualizada em: 24/05/2022 - 22h31min


Ramon Nunes
Ramon Nunes
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LIGHTFIELD STUDIOS / stock.adobe.com
Programa Cirurgia+ pretende diminuir fila de espera

O Governo do RS lançou nesta terça-feira (24) um programa que pretende diminuir a fila por cirurgias, consultas, exames e procedimentos eletivos no Estado. O Cirurgia+ conta com investimento dos executivos estadual e municipais.

Segundo o governo, a iniciativa busca ampliar o acesso e reduzir as filas de espera entre a população para procedimentos eletivos nas especialidades de cirurgia geral, vascular, traumato-ortopedia, otorrinolaringologia, ginecologia, oftalmologia e urologia.

Haverá um aumento na oferta à população de 72.090 mil cirurgias e 94.218 consultas especializadas em 12 meses, que serão realizadas em 71 hospitais que já integram a rede de atendimento aos usuários do SUS.

O investimento será de R$ 85 milhões pelo governo do Estado, através da Secretaria da Saúde, em consultas e cirurgias. Outros R$ 28,1 milhões serão investidos pelos municípios.

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Conforme a diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada (Dgae), da Secretaria da Saúde, Lisiane Fagundes, o Cirurgia+ vem para atender a demanda represada devido à pandemia. As instituições que receberão a demanda terão que se organizar para, além do que já está contratado normalmente, fazer o que for contratado dentro do programa.

- Foram vários fatores que foram aumentando e represando essa fila. A estratégia é fazer uma ação focada nas especialidades de maior demanda e de maior tempo de espera, a gente entende que é uma ação importante para reduzir e desafogar a fila e fazer ela andar dentro da relativa normalidade - comenta ela.

No início de maio, o Governo do Estado anunciou investimento em ambulatórios de especialidades, que também contempla dois plantões presenciais, dois ambulatórios de egresso de UTI neonatal e serviço suplementar diferencial de maternidade completa, dentro do programa Assistir.

Cirurgias que deverão ser realizadas nos próximos 12 meses:

• Cirurgia geral: 15.918 cirurgias e 26.261 consultas
• Cirurgia vascular: 2.808 cirurgias e 3.213 consultas
• Ginecologia: 3.956 cirurgias e 9.587 consultas
• Oftalmologia: 36.455 cirurgias e 31.141 consultas
• Otorrinolaringologia: 959 cirurgias e 5.553 consultas
• Traumatologia: 6.550 cirurgias e 12.666 consultas
• Urologia: 5.444 cirurgias e 6.797 consultas 


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