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Até que a amizade os una

É possível ficar amigo depois de uma separação?

Separados há nove anos, Janaina Quadros e Zé Luís Leszczynski hoje são sócios, confidentes e compadres

30/10/2015 - 10h57min

Atualizada em: 30/10/2015 - 10h57min


Diego Vara / Agencia RBS

Separações, divórcios e partilha de bens são assuntos complicados, ainda mais quando a relação não termina de forma amigável. É o que está acontecendo com Joelma e Chimbinha, da Banda Calypso, que, depois de 18 anos de casados, decidiram se separar, mas levaram o rompimento a um nível de troca de insultos para o Brasil inteiro acompanhar.

Com a advogada Janaina Quadros, 32 anos, do Bairro Bom Jesus, e o técnico em informática Zé Luís Leszczynski, 40, do Jardim Planalto, foi bem diferente. Os dois não estão mais casados há nove anos, mas trabalham juntos e são compadres.

- A gente se separou porque era amigo demais um do outro. Somos confidentes até hoje.

É assim que a advogada especialista em Direito do Consumidor resume o fim do casamento. Os dois se conheceram em 2001 quando trabalhavam em uma empresa de manutenção de informática. Janaina era secretária, e Zé, técnico da área. Foram poucos meses de namoro, e os dois já estavam casados.

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- Ele sempre foi muito, mas muito meu amigo e compreensivo - reconhece ela, que tentou engravidar, mas logo descobriu que o parceiro não podia ser pai.

- Era como se uma pedra tivesse caído sobre a minha cabeça, foi terrível! - lembra ele.
Assim, os dois resolveram partir para um tratamento de inseminação artificial. Após um ano tentando, Janaina engravidou - e que surpresa: eram gêmeos! Um tempo depois, porém, veio a má notícia:

- No sexto mês de gestação, eu acabei entrando em trabalho de parto, e os bebês não sobreviveram. Foi quando Zé e Jana resolveram se separar.

- Foi triste. A gente acha que é para sempre, mas eu consegui superar tudo isso - garante ele. E, ao contrário de Chimbinha e Joelma, a separação veio de forma totalmente amigável.

- Sem brigas nem palavras doloridas - assegura a advogada, que ganha coro do ex:
- A gente optou por não recorrer à Justiça, pois seria um desgaste desnecessário.

Presente divino

Mesmo separados, Janaina e Zé, em busca de novos rumos profissionais, decidiram se desligar da empresa onde se conheceram e alugaram uma sala comercial no Bairro Floresta. Hoje, dividem 33 metros quadrados, onde ela montou o seu escritório de advocacia, e ele, um espaço onde faz manutenção de eletroeletrônicos.

- Somos felizes assim. Não deu certo no amor, mas, nos negócios, posso dizer que somos uma dupla perfeita - gaba-se Jana sobre a parceria.

Você deve estar se perguntando como anda a vida amorosa dos dois. Ela está no seu terceiro casamento, e Zé não se casou, mas namora. Aliás, ele não só se tornou o melhor amigo do atual marido de Jana (que não quis dar entrevista, mas acompanhou as fotos da matéria) como virou padrinho da filha que a sua ex tanto queria: Alicia, três aninhos.

 

- É a melhor coisa do mundo, é como se fosse uma filha - derrete-se Zé.

Exceção

Para a psicanalista e professora do curso de psicologia da Feevale Denise Quaresma da Silva, casos como este são exceções. De cada dez casais que se separam, apenas um tem esse final tão tranquilo:

- Os que seguem brigando após a separação é como se quisessem  ficar juntos, pois, no momento em que começam as disputas judiciais, eles se mantêm vinculados por anos.  Quem está em processo de separação deve fazer o contrário: tornar o momento
o menos dolorido possível.

/// Procure uma pessoa neutra, que tenha condições de auxiliar vocês a entender esta carga emocional que ainda os mantém vinculados.

/// Tenha consciência de que as brigas podem ser destrutivas para ambos, filhos e demais envolvidos. Evite-as.

/// Preserve os laços de respeito que, um dia, os uniu.




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