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Fenômeno19/08/2017 | 12h00Atualizada em 19/08/2017 | 12h00

Nego do Borel, em entrevista exclusiva: "me sinto muito orgulhoso em poder inspirar alguém"

Funkeiro carioca, um dos nomes do momento da música nacional, fala sobre o destaque que ganhou após participar de Malhação, da infância difícil e das parcerias com grandes astros.


Entre as cem músicas mais tocadas em todo o país, de todos os gêneros, lá está ele, Nego do Borel. Esqueci Como Namora e Você Partiu Meu Coração aparecem na lista mais recente da Crowley, empresa que monitora execução de canções no Brasil, comprovando que o carioca é um dos nomes do momento.

E não só na música: em 2016, ganhou destaque ao integrar o elenco de Malhação, e está na nova montagem de Os Trapalhões, que foi exibida no Canal Viva em julho e vai ao ar na TV Globo em setembro. Além disso, faz parcerias em faixas com astros bombados do momento como Anitta, Wesley Safadão e Lucas Lucco. Neste final de semana, Retratos da Fama é todo deste carioca que conquistou o Brasil com suas músicas e seu carisma. Confira a entrevista exclusiva!


Nego empilha hit atrás de hit Foto: Divulgação / Sony Music

Sonhos realizados

Desencanado, Nego do Borel comemora suas conquistas adquiridas depois da fama. No Rio de Janeiro, ele mora, desde 2016, em uma mansão de três andares, com quatro suítes, que custou nada menos que R$ 2 milhões.

— Não estou comprando por ostentação ou vaidade, mas, sim, por segurança minha e da minha família mesmo. Uma casa de condomínio sempre dá mais privacidade ao artista. Sou grato por onde eu moro e pelos vizinhos que eu fiz esse ano, mas sempre buscamos mais privacidade e um pouco mais de liberdade — explicou, na época, em entrevista ao jornal Extra.

Para o Diário Gaúcho, ele lembra, de maneira humilde, que nem sempre seus desejos foram tão ousados.

— Meu primeiro sonho financeiro realizado foi comprar um computador. Comprar minha casa também foi uma grande realização.

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Superação para chegar ao estrelato

Quem nunca se viu cantarolando o refrão ¿Você partiu meu coração, mas meu amor não tem problema, não, não ...¿, que atire a primeira pedra. O fenômeno responsável por essa canção, por Esqueci como Namora (que você também já deve ter cantarolado) e Pretinha Vou te Confessar é um carioca de sorriso fácil, mas que ralou muito para chegar ao estrelato.

Aos 25 anos, Leno Maycon Viana Gomes, o Nego do Borel, começou a chamar atenção no funk carioca em 2012, com as canções Brincadeira das Maravilhas (Eu Adoro, Eu me Amarro) e Os Caras do Momento, mas ganhou o Brasil ao ser chamado para participar de Malhação, em 2016.

Antes da fama

Com Maiara & Maraisa, no clipe de Esqueci como Namora Foto: Divulgação / Sony Music

A história dele é de superação. Criado na comunidade que lhe deu o sobrenome artístico, no Rio de Janeiro, em uma casa situada de frente para um lixão, Nego chegou a fazer carreto em um supermercado e a trabalhar como cobrador em veículos que fazem transporte comunitário. Aos 18 anos, largou tudo para ser artista. Ele não esquece o passado difícil.

— Foi muito difícil (ter crescido no Borel). Ver as coisas que vi e continuar lutando pelos seus sonhos, sem fraquejar, não é fácil. De lá pra cá, muita coisa mudou: minha casa, ter o que comer, poder ajudar meus familiares... O que não mudou e nunca pode mudar é a minha simplicidade — afirma o funkeiro, em entrevista por e-mail.

Com status de revelação, o artista assinou contrato com a gravadora Sony Music em 2015, ao lado de nomes como Jota Quest e Roberto Carlos. Nego já teve até uma música sua em trilha de novela: Pretinha Vou te Confessar, em Rock Story (2016). 

Queridinho de todos os gêneros

Com Anitta, parceira na faixa Você Partiu Meu Coração Foto: Divulgação / Sony Music

Além dos hits, impressiona na trajetória de Nego a quantidade de parcerias com nomes bombados da música nacional. Esqueci como Namora (62 milhões de visualizações no YouTube) foi gravada com Maiara & Maraisa. Você Partiu Meu Coração (233 milhões de visualizações), com ninguém menos que Anitta e Wesley Safadão. Ela Vai Além (oito milhões) teve a participação da atriz Camila Queiroz, enquanto Minha Sina (sete milhões) conta com a parceria de Lucas Lucco.

Para Menina Pipoco (oito milhões), lançada em julho, que mistura sertanejo e funk, ele foi convidado pela dupla Fernando & Sorocaba, outro fenômeno.

A dupla sertaneja não perdeu tempo e chamou o funkeiro para gravar Foto: Divulgação / Sony Music

— Desde que ouvimos essa música pela primeira vez, sabíamos que ela ia ficar na cabeça do povo. Na hora, pensamos em chamar o Nego para gravar conosco. Ele é um cara muito alto-astral e não tinha como não contar com a participação dele — afirma Fernando, por e-mail.

Sutil

Diferente de boa parte dos funkeiros, que investe em letras pesadas, Nego parece ter entendido o que o público quer: letras bem-humoradas, dançantes, que têm uma pitada sutil de malícia. Mas nada que ultrapasse a tênue linha do que é considerado politicamente correto nos dias de hoje.

Um exemplo é o trecho de Você Partiu Meu Coração, quando ele brinca com o fim de um relacionamento: "Você partiu meu coração, ai meu coração (...) Agora vai sobrar, então. Um 'pedacin' pra cada esquema. Só um 'pedacin'".

Mesmo assim, ele é diplomático ao falar dos colegas do gênero:

— Acho que o funk tem muitas maneiras de demonstrar sua força e todas elas são bem-vindas, se levarem alegria ao público.

Diário Gaúcho — Ultimamente, todos as tuas canções estouram. A que atribui isso?
Nego do Borel
— Primeiro a Deus, que me deu o dom de alegrar as pessoas com a minha música. Depois, por trabalhar com seriedade, ter uma equipe que me entende e me ajuda muito, ter produtores e compositores que falam a minha língua e do meu público e cantar sempre com o coração.

Diário—Tu já era conhecido, mas viu teu nome ganhar ainda mais destaque ao participar de Malhação (em 2016). Aparecer em uma novela gera uma exposição muito diferente da música?

Na época de Malhação, com Krica (Cynthia Senek) Foto: TV Globo / divulgação

Nego — É diferente. As pessoas me chamavam nas ruas de Cleyton (seu personagem), passei a ser mais conhecido nos lugares e essa exposição ajudou a levar minha música para mais pessoas. Eu adoro trabalhar como ator e amei estar em Malhação. 

Diário — Como foi a tua preparação para Malhação?
Nego —
Acho que sempre fui um pouco ator nos meus shows e, a cada dia, me descubro mais na profissão. Ter participado de Os Trapalhões (ele encarnou a versão atual de Tião Macalé) me ajudou ainda mais. Acho que já me vejo como ator, agora, mas ainda tenho muito o que aprender.

Diário — Achas que teu exemplo pode ajudar outros jovens?
Nego —
Acho que os jovens podem me ver como um cara que veio da comunidade e conseguiu vencer na vida por meio da música. Existem alguns caminhos, e me sinto muito orgulhoso em poder inspirar alguém que veio de onde eu vim.

Diário — Em que momento sentiste que havia chegado ¿o teu momento¿?
Nego —
Acho que quando vi o Barra Music (casa de shows no Rio de Janeiro) superlotado para ver o show de lançamento do meu disco (em 2015). 

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