Rap e vitórias contra as drogas: conheça Preto X - Entretenimento

Versão mobile

 

Estrelas da Periferia21/08/2018 | 07h00Atualizada em 21/08/2018 | 07h00

Rap e vitórias contra as drogas: conheça Preto X

Rapper da Lomba do Pinheiro Rapper da Lomba do Pinheiro se livrou das drogas, atua como educador social e ainda passa sua mensagem através das músicas. 

Quando tinha quatro anos, Cristiano de Oliveira Ferreira se mudou para a Vila Mapa, na Lomba do Pinheiro, zona leste da Capital, com a família. Mesmo que tenha poucas lembranças da época, ele acredita que, ali, começava a sua história na música, por conta da influência da mãe, dona Iraci, hoje com 70 anos, figura ativa em escolas de samba na Capital.

— Meu primeiro contato com a música foi por meio dela, que sempre foi de escola de samba. Sempre me influenciou. Aliás, minha primeira letra de rap foi feita com as ideias de minha mãe. E, quando comecei minha carreira, ela seguiu me ajudando. Até fez as roupas que eu usava nos shows, em uma época — relembra o rapper Preto X, seu nome artístico atualmente.

 PORRO ALEGRE,RS,BRASIL.2018-08-20.Cristiano Dias, em Estrela da Periferia.(RONALDO BERNARDI/AGENCIA RBS).
Além de músico, rapper também faz trabalho socialFoto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Conheça o grupo de rap gaúcho que gravou com integrantes do 1Kilo
Conheça outras histórias de Estrelas da Periferia

Porém, a trajetória do músico não foi fácil, como é comum para aqueles que vêm da periferia e tentam o sucesso na música. Além das dificuldades naturais de entrar no mundo artístico, ele enfrentou uma barra bem comum a estes jovens: o uso de drogas. 

— De 2005 a 2008, usei crack. Neste ano, eu completo 10 anos livre das drogas. E tento mostrar a minha história como um exemplo de final feliz — lembra ele, que emenda:

— Noto que, quando vejo reportagens sobre o tema, com histórias semelhantes, o final não é feliz. Deus me deu outra oportunidade — afirma o rapper, 35 anos.

Exemplo

Além da música, Preto X também tem uma longa história quando o assunto são trabalhos sociais. Desde 2000, ele atua como educador social em várias entidades da Capital, trabalhando, principalmente, com adolescentes em situação de risco. 

— O foco do meu rap,e do meu trabalho social, sempre foi direcionado para as questões que atingem quem mora na periferia, além de questões sociais — explica Preto X, citando como exemplos canções como Mais Um Dia que Se Vai e Justiça Vem.

Novidades

Seu mais recente lançamento é a canção Final dos Tempos, que tem um clipe com uma bela produção e edição no YouTube. Ainda neste mês, ele deve lançar mais um clipe. Em paralelo, trabalha na gravação do primeiro disco, que deve sair ainda neste ano.

— Vejo que muitos caras começaram por baixo, como Rafuagi. Ele batalha demais pelo gênero, e até conseguiu criar uma casa de hip hop em Esteio — elogia. 

Pitaco de quem entende

Adriano Brasil, produtor artístico, fala do trabalho de Preto X:

— Interessante o trabalho dele, não é fácil ser de periferia, ter problemas com drogas e sair disto. Boas letras, clipe com boa edição. Representa bem o rap gaúcho de protesto e de conteúdo.

Aqui, o espaço é todo seu

— Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br.

— Para falar com o rapper, ligue para 98543-6230.



 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros