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Jornalismo30/08/2019 | 14h41Atualizada em 30/08/2019 | 14h43

"Jornal Nacional'' comemora seus 50 anos neste fim de semana

Celebração vai contar com série de reportagens, livro e rodízio de apresentadores

"Jornal Nacional'' comemora seus 50 anos neste fim de semana João Cotta/Globo
Bonner e Renata vão ceder o seus lugares na bancada para outros apresentadores nas comemorações de 50 anos do JN Foto: João Cotta / Globo
Julio Boll

— O Jornal Nacional da Rede Globo, um serviço de notícias integrando o Brasil novo, inaugura-se neste momento: imagem e som de todo o Brasil.

Com esta apresentação, Hilton Gomes, ao lado de Cid Moreira, estreou um dos telejornais mais respeitados de todo o país, no dia 1º de setembro de 1969. Exatos 50 anos depois, o JN inicia um rodízio entre apresentadores de todas as afiliadas, aos finais de semana, para celebrar um dos marcos da televisão nacional. Logo na estreia, neste sábado, Cristina Ranzolin, do Jornal do Almoço, da RBS TV, irá dividir a ancoragem com Márcio Bonfim, da Globo Nordeste.

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Este clima de união de todos os Estados é o mesmo que promoveu a criação do programa. A ampliação da rede, graças à instalação de redes de micro-ondas pela Embratel, permitia a instantânea transmissão das imagens, o que estimulou a criação de um noticiário com informações dos quatro cantos do país. Em um primeiro momento, o então diretor de Jornalismo da Globo, Armando Nogueira, temeu pela qualidade da entrega, mas Walter Clark – um dos criadores do JN, que narra a experiência no livro O Campeão de Audiência (1991) –, foi muito claro em sua ponderação.

— Nós vamos criar um grande impacto, Armando. Vai ser o primeiro jornal nacional do país, um estouro. Os problemas técnicos resolvemos com o tempo! Os caras mandam a matéria antes, você edita do jeito que quiser e depois exibe. Mas vamos pôr esse negócio para funcionar! — narrou Clark no livro, ao lembrar uma das reuniões, no fim da década de 1960, com Armando, José Ulisses Arce (superintendente de Comercialização), Joe Wallach (da assessoria técnica que prestou consultoria a Roberto Marinho no período), Humberto Vieira (editor-chefe e editor internacional), Alice-Maria Tavares Reiniger e Sílvio Júlio Nassar (editores nacionais) e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni (diretor-geral da emissora no período).

Ao longo dessas cinco décadas, o JN representou exatamente isso: apresenta a informação mais importante do dia, seja de onde for. Sempre com dois jornalistas na bancada, o telejornal também se preocupa em dar boas notícias. Em entrevista ao especial de 35 anos do noticiário, o atual âncora e editor-chefe William Bonner falou sobre a importância da variedade de conteúdo.

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— Tem dia que realmente é difícil você fazer o Jornal, mas o que é possível fazer é você impor naquele cardápio uma ou duas coisas mais leves. (...) Porque elas existem. Ninguém aqui vai acreditar que, ao longo de 24 horas, dentro daquele cardápio de coisas mais importantes, só tenha tragédia e coisa ruim. Quer dizer, é uma forma de você se preocupar um pouco também em enxergar que há coisas boas, e dar todas as notícias — explicou o jornalista, formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), na emissora desde 1986.

Comemorações

Além do rodízio com os apresentadores das afiliadas dos 26 Estados e do Distrito Federal (veja a lista abaixo), o JN está preparando uma série especial para a próxima semana, de segunda a sexta-feira, baseando-se em reportagens do próprio telejornal para exemplificar o que melhorou e o que piorou no Brasil ao longo dessas cinco décadas. 

Assim como as festividades de 35 anos, marcadas pelo lançamento do livro Jornal Nacional – A Notícia Faz História, a Globo Livros deve lançar nos próximos dias Jornal Nacional: 50 Anos de Telejornalismo, com 458 páginas. Desta vez, são relatos de 118 profissionais e ex-contratados da emissora contando como é feito o telejornal. 

Apresentadores que fizeram história – como Cid Moreira e Sérgio Chapelin – trazem suas falas ao lado de nomes como Fátima Bernardes, Renata Vasconcellos e Maju Coutinho, a primeira negra a apresentar o noticiário. A primeira parte da publicação conta também com textos de João Roberto Marinho, presidente do conselho editorial do grupo; Carlos Henrique Schroder, diretor-geral da Globo; e Ali Kamel, diretor-geral de Jornalismo.

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Estreantes

Márcio Bonfim e Cristina Ranzolin abrem o rodízio no JN. Bonfim é apresentador do NE1, jornal da Globo Nordeste em Pernambuco. Cristina iniciou sua carreira em 1986, na RBS TV. Entre 1993 e 1996, ela teve uma passagem pelo Jornal da Globo e dividiu a bancada do Jornal Hoje com William Bonner. De volta à emissora gaúcha, Cristina assumiu o Jornal do Almoço – na época ao lado de Rosane Marchetti, Paulo Sant’Ana e Lasier Martins –, onde permanece até hoje.

Cristina Ranzolin, Bonner e Márcio Bonfim
Márcio Bonfim e Cristina Ranzolin recebidos por Bonner no estúdio do JNFoto: Reprodução / Instagram

Festa completa

O revezamento na bancada do Jornal Nacional será sempre aos sábados, ao longo de três meses, começando neste sábado (31). Como o número de apresentadores das afiliadas é ímpar, no último dia, 30 de novembro, a dupla de âncoras será completada  por um dos plantonistas do JN.

Confira a lista:

31/8 – Márcio Bonfim (PE) e Cristina Ranzolin (RS)

7/9 – Ayres Rocha (AC) e Jéssica Senra (BA)

14/9 – Sandro Dalpícolo (PR)  e Luana Borba (AM)

21/9 – Philipe Lemos (ES) e Ana Lídia Daibes (RO)

28/9 – Carlos Tramontina (SP) e Priscilla Castro (PA)

5/10 – Fábio William (DF) e Ellen Ferreira (RR)

12/10 – Fabian Londero (SC) e Aline Ferreira (AP)

19/10 – Thiago Rogeh (TO) e Taís Lopes (CE)

26/10 – Lyderwan Santos (SE) e Lucimar Lescano (MS)

2/11 – Marcelo Magno (PI) e Mariana Gross (RJ)

9/11 – Matheus Ribeiro (GO) e Larissa Pereira (PB)

16/11 – Filipe Toledo (AL) e Luzimar Collares (MT)

23/11 – Giovanni Spinucci (MA) e Aline Aguiar (MG)

30/11 – Lídia Pace (RN) e plantonista


 
 
 
 
 
 
 
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