Michele Vaz Pradella: "Éramos Seis", uma estreia com cheiro de vó - Entretenimento

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Noveleiros30/09/2019 | 11h33Atualizada em 30/09/2019 | 12h20

Michele Vaz Pradella: "Éramos Seis", uma estreia com cheiro de vó

Nova versão da história, que estreia hoje, promete mexer com as lembranças e as emoções de muita gente

Michele Vaz Pradella: "Éramos Seis", uma estreia com cheiro de vó Raquel Cunha / TV Globo/TV Globo
Foto: Raquel Cunha / TV Globo / TV Globo

Desde que a Globo anunciou que faria o remake de Éramos Seis, tenho lembrado muito da minha avó. Tudo porque dona Maria era fã da versão anterior dessa história, não perdia um capítulo. Adivinhem de quem herdei a "alma noveleira"? 

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Nos idos de 1994, quando a TV ainda era o objeto mais importante da casa, lembro de sentar ao lado dela e acompanhar a história da família Lemos. A primeira fase, repleta de crianças, foi a minha favorita. Caio Blat e Wagner Santisteban, bem gurizinhos, estavam entre os filhos de Lola (Irene Ravache) e Júlio (Othon Bastos). 

Wagner Santisteban (E), Othon Bastos e Irene Ravache no SBT, em Éramos Seis. O ator reencontrou Othon Bastos (o Mestre, de Além do Tempo) e Irene Ravache, a Condessa Vitória), que foram seus pais em Éramos Seis (1994), na atual trama da Globo.
Foto: SBT / DIVULGAÇÃO

O problema lá em casa foi a estreia de uma outra novela, já no finzinho daquele ano. Quatro por Quatro tinha uma trama ágil e bem mais atrativa a uma criança de nove anos. Com apenas uma TV em casa e sem a comodidade de assistir aos capítulos pela internet, a "hora da novela" virava uma disputa de gerações. Vovó continuava preferindo Éramos Seis, já na reta final e cheia de emoções. E eu, irrequieta, achava o máximo a saga de vingança de quatro mulheres contra seus respectivos namorados/maridos. Vez ou outra, era eu quem levava a melhor. Mas quase sempre, era da minha avó a palavra final (e o botão da TV, que nem tinha controle remoto).

Foto: Reprodução / TV Globo

Voltando ao presente, minha avó não está mais aqui para conferir a nova versão de Éramos Seis. Mas eu assistirei, é claro, com uma ponta de saudosismo e expectativa. O grande mérito da história _ que não à toa, já foi adaptada outras quatro vezes _ é a identificação do público com as personagens. Todo mundo encontra um pouquinho de sua mãe ou avó em dona Lola, lembra do jeito sisudo de algum tio ou avô ao ver Júlio, ou aprontou as peripécias parecidas com as dos filhos do casal Lemos. Éramos Seis, cinco, quatro, quantos forem, não importa. Trata da história de uma família que poderia ser a minha ou a sua. É amor, união e superação na medida certa. Vale a pena acompanhar!

 
 
 
 
 
 
 
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