Morre Luiz Antônio Dau de Souza, ex-intérprete do Licurgo, escudeiro do Guri de Uruguaiana - Entretenimento

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O gaúcho emo13/08/2020 | 15h35Atualizada em 13/08/2020 | 15h35

Morre Luiz Antônio Dau de Souza, ex-intérprete do Licurgo, escudeiro do Guri de Uruguaiana

Ele viveu o personagem de 2008 a 2014 e atuava no ramo de transportes

Morre Luiz Antônio Dau de Souza, ex-intérprete do Licurgo, escudeiro do Guri de Uruguaiana Carlos Macedo/Especial
Jair Kobe e Luiz Antônio Dau de Souza, em 2012 Foto: Carlos Macedo / Especial

Ex-intérprete do personagem Licurgo, Luiz Antônio Dau de Souza morreu na última terça-feira (11), aos 58 anos. Ele foi encontrado morto dentro de seu carro, no Centro de Porto Alegre. Segundo amigos, Luiz foi vítima de um infarto fulminante. 

Morador de Porto Alegre e conhecido como Luizinho, era empresário no ramo de transportes. De 2008 a 2014, ele viveu o Licurgo, sendo um escudeiro de palco do Guri de Uruguaiana (Jair Kobe) em suas produções. A proposta do personagem era ser um gaúcho emo, que não falava em cena. 

Licurgo surgiu em 2008 da necessidade de Jair ter alguém para dividir o palco. "Licurgo tomou uma proporção que nós não imaginávamos. Já me reconheceram duas vezes na rua", divertiu-se Luiz, debochando de si mesmo, em entrevista ao Diário Gaúcho em 2012.

Durante esse período, Luiz era o Licurgo titular, tendo participado de vídeos virais como a versão para Thriller, de Michael Jackson, em 2009, para YMCA, com o Gurilage People, em 2011 – sempre parodiando o Canto Alegretense.  Às vezes, alguém interpretava o personagem em seu lugar, quando não podia comparecer. Atualmente, Licurgo é vivido por Vitor Leal.

Em entrevista a GaúchaZH, Jair Kobe lamentou a perda do ex-parceiro. O comediante conta que o convite para viver o personagem surgiu da amizade dos dois. Antes, Luiz nunca tinha tido experiência com atuação.

— Como ele era muito engraçado, fiz esse convite para ele. Era uma pessoa divertida. Boa gente, boa-praça. Foi muito competente na execução do  personagem — diz Jair.

Já Joni Jaime Guzenski, amigo de Luiz, descreveu-o como uma "pessoa muito engraçada, muito rápido, muito espirituoso".

— A presença dele era muito querida. Carismático. Em cinco minutos com ele, tu morria de rir.

 
 
 
 
 
 
 
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