Ordem para execução de dupla sequestrada partiu de dentro da cadeia - Polícia

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São Leopoldo05/08/2019 | 21h29Atualizada em 05/08/2019 | 21h31

Ordem para execução de dupla sequestrada partiu de dentro da cadeia

Segundo a Polícia Civil, caso está relacionado a disputa de traficantes

A ordem para execução dos dois homens que foram encontrados mortos em um terreno de São Leopoldo, no Vale do Sinos, na noite de domingo (4), partiu de dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Diego Lasch, 29 anos, e o sobrinho Carlos Lasch, 20 anos, foram sequestrados na segunda-feira (29) e desde então estavam desaparecidos.

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Segundo o delegado Rodrigo Zucco, a dupla estaria envolvida na morte do primo do traficante Márcio Fabiano Carvalho, 40 anos. Os assassinatos dos sequestrados, segundo a Polícia Civil, estão no contexto da disputa entre quadrilhas por pontos de tráfico de drogas na cidade.

Os corpos foram encontrados pela Brigada Militar após denúncia anônima. Os PMs avistaram uma parte mais elevada no terreno e acionaram o Corpo de Bombeiros, que escavou no local e encontrou as vítimas.

Zucco ainda afirma que os sequestradores de Diego e Carlos chegaram a pedir R$ 10 mil para libertar os sequestrados sem ferimentos. O valor chegou a ser pago ao grupo rival, que mesmo assim executou a dupla.

Quem é o mandante

Condenado a 73 anos e cinco meses de prisão por roubos, tráfico de drogas e homicídios, Carvalho está na Pasc. Ele chegou a ser removido, em 2015, para penitenciárias federais, mas retornou ao Estado.

— O detalhe é que já foi feito o pedido pela Polícia Civil, no ano passado, para que esse traficante que está preso seja levado para fora do Estado, mas ele não foi. É um traficante perigoso, que manda matar — disse Zucco.

Márcio Gordo chegou a ser investigado em um plano para executar juízes e policiais, além do assassinato de um agente da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase) de Novo Hamburgo, morto em emboscada no início de 2017. Na mesma época, foi alvo de uma operação que apreendeu R$ 3,5 milhões em bens de criminosos que ostentavam em redes sociais.

 
 
 
 
 
 
 
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