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Papo Reto

Manoel Soares: "O poder da comunicação"

Colunista escreve no Diário Gaúcho aos sábados 

30/05/2026 - 05h00min


Diário Gaúcho
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Manoel Soares/Arquivo Pessoal
Hoje, ele reflete sobre a força da expressão não verbal

Acredita que a opinião que as pessoas têm sobre nós geralmente não é pelo que falamos? Um estudo feito nos Estados Unidos em 1960 mostrou que mais da metade do que as pessoas pensam sobre nós não leva em conta o que foi dito. Sei que parece viagem da minha cabeça, mas eu explico. 

A teoria Albert Merhabian diz que 55% do que as pessoas entendem do que tentamos comunicar está baseado na comunicação não verbal, somente pelas nossas expressões faciais, formato do cabelo, roupa que usamos, cor do batom e por aí vai. Ou seja, quando você entra na sala, mesmo antes de abrir a boca as pessoas já têm uma opinião formada. Por isso, é importante que, antes de sair de casa, veja qual estampa da sua camisa, se existe harmonia nas cores, se não está com algo que gere uma impressão errada.

Cerca de 38% do que comunicamos está em nosso tom de voz, precisamos saber que, se falamos alto, podemos expressar autoridade ou falta de educação. Se falamos baixo demais podemos expressar educação ou falta de energia. Se falamos pouco, podemos dizer que somos pessoas prudentes ou sem conteúdo. Isso independe do assunto, depois que a pessoa formou mais da metade da opinião sobre nós pela imagem, ela fica atenta ao nosso tom de voz. Ter cuidado com como nos expressamos é um desafio, pois nem sempre paramos para prestar atenção nisso. 

Por incrível que pareça, o conteúdo do que falamos representa somente 7% do que comunicamos. Isso não quer dizer que podemos ser desatentos com o que falamos, mas que precisamos ficar atentos para que as mensagens tenham harmonia. Imagina como é complicado quando, com a nossa imagem, comunicamos algo, e, com o tom de voz, entregamos outra coisa e nosso conteúdo não conversa com nenhuma delas. A confusão pode ser pior que não ser conhecido. Não adianta entrar numas de que as pessoas têm que nos aceitar como somos. Temos que entender que as pessoas nos tratam a partir do que induzimos a pensar sobre nós, e essa indução pode ser ou não consciente.


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