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Seleção Brasileira

Nani Chemello: deixa ele jogar, Ancelotti!

Talvez ele não seja a solução, mas precisamos dessa esperança

19/06/2026 - 04h00min


Nani Chemello
Nani Chemello
MAURO PIMENTEL/AFP
Endrick tem média de uma participação em gol a cada 90 minutos com o Brasil.

A estreia do Brasil deixou muitas preocupações. Vimos uma seleção sem muita dinâmica, com um meio-campo lento, espaçado e com dificuldade para trocar passes e controlar o jogo. Ofensivamente, a equipe dependeu muito da capacidade individual de Vini Jr., que foi quem mais tentou criar algo diferente.

Na frente, Igor Thiago teve uma oportunidade de ouro, mas não conseguiu aproveitar. Em uma Copa do Mundo, um centroavante vive de gols, e ele desperdiçou. 

Contra o Haiti, vencer é obrigação e, se possível, construir um bom saldo de gols. Se é para buscar alternativas, seria legal apostar em quem costuma aparecer quando a responsabilidade aumenta. Esse nome é Endrick.

Com apenas 17 anos, o atacante foi protagonista de uma arrancada histórica do Palmeiras no Brasileirão. Quando o título parecia perdido, ele chamou a responsabilidade e mudou o rumo da competição. No Real Madrid teve poucos minutos, é verdade, mas ainda assim deixou seus gols. No Lyon, também mostrou qualidade sempre que entrou em campo.

Pela Seleção, já deu sinais do seu potencial. Mudou o amistoso contra a Espanha, participou muito bem da vitória sobre a Croácia, mesmo sem marcar, e também teve atuação importante diante do Egito.

Os adolescentes usam muito a palavra “aura”. E é exatamente isso que Endrick transmite. Há jogadores que carregam uma energia diferente, que parecem crescer nos grandes momentos. Em torneios de tiro curto, esse brilho também faz diferença.

Por isso, a torcida brasileira tem esperança nele. E eu me incluo nessa. 


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