Baila, Vini!
O protagonista que o Brasil esperava
Principal motivo para seu desempenho individual está na casamata


Nos últimos anos, a principal crítica a Vini Jr. era a diferença de desempenho do jogador no Real Madrid e na Seleção Brasileira. Enquanto no clube era autor de gols em decisões de Champions League, multicampeão espanhol, um dos melhores do mundo, com a amarelinha não tinha aparições brilhantes. Mas um nome chegou para mudar essa história: Carlo Ancelotti.
O italiano conhece Vini como poucos. Foi ele quem potencializou o brasileiro no Real Madrid, transformando-o em protagonista. Agora, faz o mesmo na Seleção.
Ancelotti encontrou um esquema tático que deixa o atacante em condições de marcar com maior frequência. Antes, ele passava boa parte do jogo preso à linha lateral, distante da área, isolado dos companheiros e com marcação dobrada para anular sua individualidade. Na Copa, o Brasil passou a atuar com um losango no meio-campo, com Vini se movimentando de fora para dentro, ficando mais próximo do gol.
Seu desempenho melhorou e os números ajudaram a alimentar o sonho do hexa. Vini marcou nos três primeiros jogos da Copa, um feito alcançado por apenas quatro brasileiros antes dele: Jairzinho, em 1970, Romário, em 1994, e Rivaldo e Ronaldo, em 2002. Coincidência ou não, o Brasil foi campeão em todas essas edições.
Além disso, seleções vitoriosas costumam ter um protagonista e, a cada partida, o camisa 7, mesmo contestado por muitos, mostra que pode e que quer ser esse nome.
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