Aqui é Brasil
Queki: no sufoco, mas de virada!
Jogo duríssimo, longe de ser brilhante, mas a nossa camisa é pesada demais


Ainda estou tentando recuperar meu coração depois desta vitória de virada do Brasil diante do Japão. Passei o dia nervosa e lembrando de todas as videntes que disseram que o Brasil faria o fiasco de cair nesta fase para os japoneses. Graças a Deus, elas estavam erradas.
Não foi um jogo fácil, aliás, bem longe disso. Foi um primeiro tempo nervosíssimo, que tivemos a bola, mas erramos demais. Em um desses erros, saiu o gol do Japão. Bobeada demais do Danilo e o Casemiro, que já tinha um cartão amarelo, só acompanhou o jogador japonês.
Aliás, Casemiro foi o mais criticado da primeira etapa, foi terrível a sua atuação, mas é por essas que o Ancelotti é técnico e eu apenas uma torcedora. O homem bancou e ele fez o gol de empate.
No segundo tempo, o Brasil voltou querendo, com ímpeto e com aquele sentimento de que não perderíamos essa classificação. Marcamos em cima, pressionamos e, mesmo que por vezes eles tivessem uma linha de seis, conseguimos furar o bloqueio.
Jogo duríssimo, longe de ser brilhante, mas a nossa camisa é pesada demais! Seria um fiasco histórico cair pro Japão nos 16 avos, mancharia nossa historia. Mas a nossa camisa não deixou que isso acontecesse.
Espero que esse jogo sirva de alerta e que o Brasil crie casca a partir de agora. São vitórias assim que ganham preço. Aliás, nossa última vitória de virada na fase de mata foi justamente em 2002, contra a Inglaterra naquele gol maravilhoso do Ronaldinho. Sinais! Estamos vivos e sonhando! Aqui é Brasil!