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Vai, Brasil!

Queki: que seja uma linda estreia da Seleção Brasileira!

Equipe de Ancelotti entra em campo neste sábado rumo ao hexacampeonato contra o adversário mais difícil do grupo

12/06/2026 - 16h28min

Atualizada em: 12/06/2026 - 16h29min


MAURO PIMENTEL/AFP
Carlo Ancelotti tem a missão de conduzir o Brasil ao hexa

Ao longo dos meus 37 anos de idade, tive o privilégio de acompanhar dois títulos mundiais do Brasil. Em 1994, eu era muito pequenininha, tinha apenas cinco anos, mas lembro perfeitamente de toda a minha família ajoelhada na sala, em frente a televisão, acompanhando a disputa dos pênaltis entre Brasil e Itália. 

Em 2002, um pouco maior, ajudei meu pai a pintar o cordão da calçada de toda a nossa rua de verde e amarelo, além de decorar a nossa casa com bandeiras por tudo quanto é lado. Minha família sempre foi ligada em Copa do Mundo. Sempre tivemos uma união incrível, mas parece que nesses períodos importantes a gente se junta ainda mais. 

Vejo uma semelhança grande desses dois títulos para a seleção atual, o Brasil novamente vai "desacreditado" para a Copa. E eu coloco com aspas mesmo porque é quase impensável imaginar que uma camisa tão pesada não esteja sempre entre os favoritos.

 

É bem verdade que não somos mais os mesmos. Não existe comparação entre essas gerações talvez não tenhamos mais um grande craque no time. Mas o Brasil tem de ser respeitado sempre. Em 1994 a seca era de 24 anos, mesmo jejum de hoje. Romário e Bebeto deram uma liga tão absurda quanto Jardel e Paulo Nunes pra nós gremistas. O Baixinho deitou e rolou naquela Copa.

Em 2002, Felipão assumiu uma seleção que ninguém mais queria pegar. Uma dificuldade tremenda nas eliminatórias e uma dúvida gigantesca sobre a real condição de Ronaldo Fenômeno. Aquele mundial foi dele. Uma prova de superação jamais vista. Decisivo, letal, fenômeno, genial.

Agora, pela primeira vez na nossa história, a missão de levar o Brasil ao hexacampeonato está nas mãos de um estrangeiro e, por ironia do destino, um italiano. Carlo Ancelotti, que tanto sofreu conosco em 1994 agora joga do nosso lado. O maior técnico do mundo com a maior seleção do mundo. Se isso não for o casamento perfeito, eu desisto do amor.

De cara, teremos o duelo mais difícil do grupo. O Marrocos foi a sensação da Copa de 2022 e não pode mais ser visto como zebra. Eles já são uma realidade. Mas, convenhamos, ainda tem que comer muito feijãozinho com arroz bem brasileiro pAra que seja um bicho papão.

Boa sorte, Brasil! Bora para o hexa!



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