Copa do Mundo
Nani Chemello: é irritante secar a Argentina
Os hermanos protagonizaram mais um jogo épico


Secar a Argentina tem sido difícil especialmente nessa edição da Copa. A ilusão de acreditar na eliminação para depois assistir a uma virada épica sobre o Egito torna a missão mais dolorida. Mas torcer contra é irritante por vários motivos.
Um deles é a inveja. Não tem como ignorar um paralelo do jogo deles com o do Brasil. Os mesmos 2 a 0 no placar escacaram a diferença de postura das duas seleções. De um lado, uma Seleção Brasileira apática, mais preocupada em discutir, caçar briga e sem força para buscar uma reação. Do outro, um time que botou a bola no chão e correu até o final para construir o resultado.
Fora que eles têm um gênio em campo. Sou fã de Messi. Desde minha infância, é o estrangeiro, sem relação com o Inter, que mais me encanta vê-lo jogar. Não à toa, aos 39 anos, segue fazendo história. Quando a gente pensa que ele pode fracassar por errar um pênalti, ele responde com um gol e uma assistência dentro do mesmo jogo. Meu sentimento por ele não anula minha vontade de ver a Argentina fora. Até porque, o camisa 10 já tem sua Copa, não precisa ter outra, né?
Ajuda da arbitragem
Por fim, a forcinha da arbitragem traz aquela agonia, aquela sensação de injustiça. A falta (dentro da área) cometida em Salah no lance do terceiro gol é tão falta quanto a que levou à anulação do gol do Egito. E os dois lances foram bem menos graves do que a sola de Messi na panturrilha do argelino no primeiro jogo. Os erros de arbitragem me deixam furiosa!!!
Para a próxima fase, o secador passa dos 110V para os 220V. Eles não podem chegar ao tetra em tão pouco tempo depois do tri.
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