Triste
Queki: a minha mais honesta e sincera inveja da seleção argentina
Mesmo aos trancos e barrancos, Argentina faz o que o Brasil não chegou nem perto de fazer nesta Copa do Mundo


Quem me acompanha por aqui sabe que eu levo muito a sério a rivalidade. Nasci em um estado que tem a maior do mundo e não abro margem para nenhuma discussão. Gre-Nal é, sem dúvida, o maior clássico mundial e até mesmo essa disputa eu levo a sério.
Não tem como torcer pela Argentina, nem quando um dos maiores personagens do futebol merecia conquistar sua primeira Copa do Mundo, em 2022. Naquela final, eu torci pela bola.
Mas, mesmo que mordendo a manga de raiva, é impossível não admirar o que a Argentina de Messi está fazendo nesta Copa do Mundo. Não adianta, hoje em dia eles levam muito mais a sério que nós.
Enquanto Neymar priorizava discutir com o goleiro da Noruega no 2 a 1 no último domingo, a Argentina colocava a bola em campo o mais rápido possível pra buscar o resultado. Não tem nem como equiparar o brio das suas seleções. Tenho pavor de nos comparar a eles, mas é preciso.
A Seleção Brasileira é recheada de uma geração mimada, preocupada muito mais com o extra campo do que dentro das quatro linhas. O Brasil, infelizmente, aceita o resultado há muitos anos e talvez nem se importe com ele. Não como nós.
Por mais que eu ache a arbitragem de muita boa vontade com a Argentina, não tem como não bater palmas pra tudo o que eles deixam em campo. A gente pode dizer que não é mais uma seleção brilhante, que talvez seja bem mais lenta em campo, mas não podemos falar que não sobra vontade. É difícil admitir, mas pra mim, Messi só está abaixo de Pelé na prateleira do futebol.
Vou torcer contra o tetra da Argentina com todas as minhas forças, mas é impossível não morrer de inveja pelo que eles fazem por essa camisa.