Além da televisão
"O Brasil não carece de bons artistas, mas de portas abertas", diz vocalista da banda Jamz
Conversamos com Gustavo Tibi, vocal e teclado na banda vice-campeã do programa SuperStar

Formada por quatro amigos apaixonados por música, abanda Jamz saiu dos palcos do reality show musical SuperStar, da Rede Globo, com a medalha de prata. Mas já ganhou o público, a atenção dos telespectadores e os palcos brasileiros. A parceria entre William Gordon, Gustavo Tibi, Pepê Santos e Paulinho Moreira foi além dos três meses do programa, e a banda, formada especialmente para a competição, agora trabalha no primeiro CD, com lançamento previsto para o mês de outubro e que levará o nome da primeira música autoral: Insano.
O termo jam, que no meio musical denomina um encontro informal de músicos, resume a essência da banda: talentos que foram se conhecendo e se aproximando por afinidades e influências musicais em comum. O quarteto, que sempre viveu de música em outros projetos até surgir a ideia de formar a banda, reuniu-se por brincadeira. E, agora, não se larga mais.
Após o término do programa, eles já fizeram participação na novela Em Família, shows por diversos Estados brasileiros e conta com nomes importantes na legião de admiradores, como Sam Alves (vencedor da segunda edição do The Voice Brasil) e Pedro Bial, que já se declarou "fã da leveza e elegância da música dos garotos".
Gustavo Tibi, vocalista e responsável pelo teclado, conversou com o Kzuka pelo telefone contou um pouco da história da Jamz e da expectativa para encontrar os fãs gaúchos. Eles se apresentam em Porto Alegre na próxima sexta-feira, dia 26.
Dá pra definir o estilo da banda em uma palavra?
Não, porque nós fazemos um som próprio com as releituras de músicas fortes e já consagradas. Brincamos que nós damos um "toque Jamz" às versões.
Ao longo do SuperStar, vocês passaram por vários estilos, de Avicii a Michael Jackson. Como é apresentar músicas já populares?
Não tínhamos nenhuma música autoral e então fomos trabalhando e descobrindo nosso som ao longo do programa. Ainda havia uma pressão de mostrar músicas próprias, então apresentamos nossa identidade a partir de canções conhecidas, enquanto fomos compondo as nossas.
Como vocês estão lidando com a fama?
A ficha vai caindo aos poucos. Cada cidade que a gente vai e vê os fãs nos recepcionando faz valer a pena as madrugadas que passamos em estúdio e o tempo que dedicamos a isso.
O SuperStar deu a oportunidade para vários artistas. Qual a importância de um programa nesse formato?
Sem querer exagerar, acredito que é um programa que pode revolucionar a música brasileira e abrir portas para artistas com talento e com letras inteligentes mostrarem o seu trabalho para a mídia.
Que dicas você daria para quem está pensando na carreira de músico?
Que não desista e estude muito. Antes de você ser um artista, deve ser músico. É difícil para uma banda "estourar", mas um músico pode fazer o que gosta e trabalhar em diversos campos. Assim é mais fácil estar preparado para qualquer desafio.
Como tu vê o mercado da música brasileira?
Espero que, cada vez mais, as portas se abram para pessoas talentosas e a mídia possa dar espaço para composições inteligentes. O Brasil não carece de bons artistas, mas de portas abertas para eles.
Qual a expectativa para o show em Porto Alegre?
Estamos muito ansiosos, pois os comentários e o carinho que recebemos dos gaúchos são sensacionais. Estamos muito felizes de saber que em breve chegaremos ao Sul.