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Remédio para o medo

Porto Alegre recebe turnê nacional do clássico "Pluft, o Fantasminha"

Claudia Abreu revive o personagem principal do clássico espetáculo infantil

26/09/2014 - 08h03min

Atualizada em: 26/09/2014 - 08h03min


Luiza Piffero
Luiza Piffero
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Guga Melgar / Divulgação
Miriam Freeland, no papel de Maribel, e Claudia Abreu como Pluft

Pluft, o Fantasminha começou a brotar na cabeça de Maria Clara Machado (1921 - 2001) quando a autora, depois de confessar ao pai que sentia muito medo, recebeu a provocação: "Por que você não escreve sobre isso?". Desde a estreia, em 1955, o clássico espetáculo da companhia O Tablado tem ajudado gerações a lidar com seus fantasmas, tanto aqueles que vestem lençóis como os mais discretos, que perseguem os adultos. A turnê nacional, iniciada em 2013, desembarca em Porto Alegre para sessões sábado e domingo.

Esta versão reedita a montagem de 2003, a primeira dirigida pela sobrinha da autora, Cacá Mourthé. Boa parte do elenco é o mesmo, inclusive Claudia Abreu, como o personagem-título. Segundo a diretora, que já viu muitos Plufts, nenhum supera o atual.

- É o Pluft mais terno que já vi, talvez pelo amadurecimento da atriz - opina Cacá, que também já interpretou o personagem.

O ponto de partida da peça é o rapto da menina Maribel pelo pirata Perna-de-Pau, que está atrás de um tesouro perdido no mar. O vilão esconde Maribel no sotão de um casarão onde ela conhecerá Pluft, fantasma que morre de medo de gente, e sua peculiar família. A história projetou o trabalho de Maria Clara Machado, foi traduzida para 10 idiomas e montada em países da América Latina e da Europa. Para Cacá, a peça chegou tão longe pelo seu tema, que toca adultos e crianças:

- Pluft fala do medo do desconhecido, que é universal, e mostra que a superação vem sempre com a descoberta do novo.

O texto permanece o mesmo, mas o sotão do cenário, nesta montagem, parece um barco, além de estar mais colorido. Já Pluft ganhou um cabelo espetado para cima.

PLUFT, O FANTASMINHA
> Sábado
, às 16h e às 19h, e domingo, às 11h e às 16h.
> Duração: 55 minutos. Classificação: livre (indicada para 3 anos ou mais).
> No Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº).
> Onde estacionar: no Multipalco, R$ 15 e R$ 10 (sócios da AATSP).
> Ingressos: R$ 70 (plateia e cadeira extra), R$ 60 (camarote central), R$ 40 (camarote lateral) e R$ 30 (galerias). Desconto de 50% para sócios do Clube do Assinante ZH.
> Pontos de venda: na bilheteria do teatro e pelo site www.compreingressos.com. Informações pelo fone (51) 2626-1310.
> Preste atenção: Após a sessão das 19h de sábado, haverá debate sobre o espetáculo com a diretora.


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