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Exigência atendida

Afastamento de músicos da Banda Municipal é suspenso por tempo indeterminado

Em reunião, secretário Elói Guimarães anunciou ainda que músicos vão compor grupo de trabalho

23/05/2013 - 23h27min

Atualizada em: 23/05/2013 - 23h27min


Banda Municipal de Porto Alegre vem tocando desfalcada, após exames que alegaram inaptidão dos músicos componentes

Um mês depois de afastar músicos da Banda Municipal de Porto Alegre e reposicioná-los em funções de serviços gerais - como porteiro -, a prefeitura voltou atrás e anunciou, por meio do secretário da Administração Elói Guimarães, que todos os processos de realocação de músicos estão suspensos por tempo indeterminado.

Entenda o caso: Banda Municipal está desfalcada, não tem sede e quase não toca

O anúncio foi feito numa reunião ocorrida nesta quinta-feira, durante um ensaio no Teatro de Câmara Túlio Piva (espaço reservado aos ensaios, depois de a banda ter saído do Auditório Araújo Viana). Além de Elói Guimarães, estiveram presentes na reunião o secretário da Cultura Roque Jacoby, a superintendente de recursos humanos da Secretaria Municipal da Administração Suzana Reis, o coordenador de música Jorge André Brittes, a vereadora e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Capital Fernanda Melchionna (PSOL), a diretora da banda Liane Schüler e representantes do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre.

Por e-mail, o músico afastado e presidente da Associação da Banda Municipal de Porto Alegre (Abampa) Isaias Mewius diz que a reunião aconteceu "sem aviso prévio": "durante o ensaio, apareceram repentinamente", diz o músico.

Na prática, não fica claro o que a suspensão dos afastamentos significa. A assessoria da Secretaria Municipal da Cultura (SMC) diz que, na segunda-feira, a decisão deve ser publicada no Diário Oficial, mas não sabe informar se os músicos voltarão a tocar na banda. O que se sabe é que, a partir de sexta, já não precisam cumprir as funções em que foram realocados.

A vereadora Fernanda Melchionna conta ainda que o secretario Guimarães prometeu que os músicos participarão do grupo de trabalho, que deve se reunir na segunda-feira. Ficam pendentes três exigências da Banda junto à Comissão de Direitos Humanos: o retorno ao Auditório Araújo Viana (ou a definição de uma outra sede própria), a coordenação própria da Banda e a realização de um concurso público para contratação de novos músicos.


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