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Ciclo de investimentos acelera mudanças no saneamento gaúcho

Corsan mostra como infraestrutura estratégica impacta população e contribui para novo padrão de qualidade de vida

14/04/2026 - 14h00min


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Corsan/Divulgação
Panambi recebeu nova Estação de Tratamento de Água (ETA) em 2025.

Desde que o Grupo Aegea assumiu a Corsan, em julho de 2023, o Rio Grande do Sul iniciou uma nova fase no saneamento, marcada por modernização da gestão, aumento da eficiência e adoção de soluções inovadoras.

As obras em andamento, apesar dos impactos temporários no espaço urbano, fazem parte de um processo necessário para superar déficits históricos e avançar na recuperação ambiental do Estado. 

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que três dos 10 rios mais poluídos do país estão no Rio Grande do Sul. São eles: Rio dos Sinos, Rio Gravataí e Rio Caí – todos impactados por esgoto sem tratamento, resíduos industriais e lixo sólido.

Acesse o site da Corsan e confira detalhes sobre obras, projetos e impacto do saneamento no Rio Grande do Sul

É diante desse cenário que a expansão do saneamento se torna uma agenda estratégica. Conheça três iniciativas da Corsan que estão ajudando a redesenhar a situação do Estado:

1. Transformação da infraestrutura sanitária

Para atender às metas do Marco Legal do Saneamento — legislação federal que exige que os municípios ofereçam índices de tratamento de 99% da água potável e 90% do esgoto até o fim de 2033 —, a Corsan tem implementado soluções estratégicas para garantir o ritmo das obras.

Em Esteio, foi instalada uma fábrica de tubos com capacidade de produção de 200 km por mês, destinada a suprir diretamente os projetos de expansão de redes e sistemas de esgotamento sanitário. 

A iniciativa visa fortalecer a capacidade executiva da companhia em 317 municípios, aumentar a previsibilidade do fornecimento de materiais, reduzir a dependência do mercado e manter o planejamento de investimentos nos próximos anos.

2. Avanço tecnológico no saneamento

O Sistema Compacto e Transportável de Tratamento de Esgoto (SCOTTE) é uma solução desenvolvida pela Corsan com apoio da experiência do Grupo Aegea. 

Voltada a municípios com até 25 mil habitantes — cerca de 180 cidades atendidas —, a tecnologia reduz significativamente o tempo de implantação das estações de tratamento, passando de 12 a 24 meses para apenas três meses.

Após um projeto piloto em Canoas, a solução entrou em fase de expansão acelerada, com 26 novas unidades em construção em indústrias gaúchas, fortalecendo a cadeia produtiva local e ampliando rapidamente a cobertura de esgoto no Estado.

3. Plano de resiliência hídrica

Os eventos climáticos extremos registrados no Rio Grande do Sul, como as enchentes de 2024, evidenciaram a necessidade de fortalecer a infraestrutura de abastecimento. 

Para isso, a Corsan estruturou o Plano de Resiliência Hídrica, voltado a garantir a continuidade dos serviços mesmo em situações adversas.

O projeto prevê investimentos de R$ 1,88 bilhão e contempla 55 municípios. Entre as principais ações, estão a realocação de 91 unidades operacionais para áreas fora de risco de inundação, a perfuração de poços profundos como fontes alternativas de abastecimento, a ampliação da capacidade de preservação e o reforço das interligações entre sistemas.

O plano inclui ainda modernização de estruturas, implantação de redundâncias operacionais, fortalecimento do monitoramento em tempo real e formação de estoques estratégicos de equipamentos para resposta rápida em emergências.

Novo ciclo para o saneamento gaúcho

O conjunto de obras em andamento demonstra uma agenda estruturada de expansão e modernização do saneamento no Rio Grande do Sul. Em 2025, dos quase R$ 2 bilhões investidos pela Corsan, metade foi aplicado em obras de expansão já entregues, incluindo 545,6 quilômetros de redes e 41.962 novas ligações de esgotamento sanitário, beneficiando diretamente mais de 1 milhão de gaúchos.

O ciclo de investimentos posiciona o saneamento como infraestrutura estratégica, com impactos diretos na qualidade de vida: redução do lançamento de esgoto sem tratamento, melhora nos indicadores de saúde pública, criação de condições mais favoráveis ao desenvolvimento econômico e transformação de sistemas vulneráveis em referências de resiliência hídrica.

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