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Água de poço sem licença ambiental pode trazer riscos invisíveis para saúde dos gaúchos

Contaminação não altera cor ou sabor e Corsan reforça a importância da segurança da rede

15/05/2026 - 18h00min


RBS Conteúdo para Marcas
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Para Corsan
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Corsan/Divulgação
Sem análise técnica, água pode conter contaminantes invisíveis.

A crise climática tem mudado a forma como as pessoas pensam o abastecimento de recursos considerados essenciais como a água. No Rio Grande do Sul, devido às enchentes de 2024, esse cenário é ainda mais proeminente. 

Entre períodos de chuvas extensas e períodos de seca, os gaúchos buscam em poços artesianos uma forma de garantir a perenidade do abastecimento de água.

No RS, a diversificação das fontes de captação deixou de ser apenas uma alternativa operacional e passou a integrar a estratégia de resiliência hídrica necessária para garantir continuidade e segurança no fornecimento deste recurso. 

Nesse cenário, os poços profundos ganharam protagonismo dentro dos sistemas públicos de abastecimento, funcionando como fontes complementares capazes de aumentar a estabilidade operacional em períodos mais críticos.

Enquanto existem os poços que estão inseridos dentro do sistema regulamentado pela Corsan, também têm crescido os poços particulares. Sem supervisão técnica e muitas vezes sem seguir os padrões de qualidade necessários para o consumo humano, o aumento de poços particulares preocupa as autoridades sanitárias.

Os poços operados pela Corsan fazem parte de uma matriz hídrica planejada, que combina diferentes fontes de captação para reduzir riscos operacionais e garantir estabilidade mesmo em cenários extremos.

A operação da companhia ocorre sob critérios rigorosos de licenciamento ambiental, outorga de uso da água, monitoramento técnico permanente e controle automatizado em tempo real da vazão e da qualidade da água captada. 

A diretora-presidente da Corsan, Samanta Takimi, explica que a água distribuída passa por processos de tratamento e análises laboratoriais contínuas, atendendo aos padrões definidos pelo Ministério da Saúde e por órgãos reguladores.

— Cada decisão é baseada em inteligência técnica, com estudos que asseguram que estamos utilizando apenas uma fração dos recursos disponíveis, sem comprometer o equilíbrio ambiental — afirma.

Risco invisível

Em contrapartida, os poços caseiros ou não certificados, operam sem esse conjunto de garantias técnicas, sanitárias e ambientais. Sem o aparato correto, esses sistemas podem captar água contaminada sem que isso seja perceptível ao consumidor

A água subterrânea pode conter contaminantes como coliformes fecais, vírus, nitratos, agrotóxicos e metais pesados, entre outros.

Samanta reforça que, o problema se torna ainda mais sensível porque muitos desses contaminantes não alteram cor, cheiro ou sabor da água, o que dificulta a percepção imediata do risco pela população. Mesmo cristalina, essa água pode não ser segura.

— Existe uma diferença fundamental entre o uso técnico, feito por concessionárias com controle rigoroso e contínuo, e o uso irregular. Quando falamos de água, estamos falando de saúde pública. Não é uma escolha individual sem consequências coletivas — afirma a diretora-presidente.

Nos sistemas operados pela Corsan, a captação é dimensionada para representar apenas uma fração da capacidade dos aquíferos, respeitando sua recarga natural e garantindo a sustentabilidade das reservas no longo prazo. 

Já os poços particulares podem provocar o rebaixamento do lençol freático, reduzir a disponibilidade hídrica regional e comprometer o equilíbrio dos aquíferos, afetando não apenas um imóvel isolado, mas toda a dinâmica hídrica da região.

Dentro da lei

A legislação brasileira determina que, quando existe rede pública disponível, a conexão a ela é obrigatória. Nesses casos, o uso de poços particulares para consumo humano é considerado irregular

Além dos riscos sanitários, essa prática dificulta a gestão integrada dos recursos hídricos, reduz a capacidade de planejamento do sistema e pode gerar implicações ambientais e legais.

A fiscalização envolve diferentes órgãos públicos, incluindo áreas ambientais, sanitárias e de recursos hídricos. Apesar do avanço das soluções subterrâneas dentro dos sistemas públicos, especialistas reforçam que a forma mais segura de consumo de água continua sendo a rede pública tratada.

— Optar pela água tratada é optar por segurança. Existe uma cadeia inteira de responsabilidade por trás de cada copo de água que chega à casa das pessoas por meio das redes da Corsan — finaliza Takimi.


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