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Escola Sergipe

Aulas no galpão estão com dias contados em Eldorado do Sul

Depois de três anos de estudo em local improvisado, alunos passarão a estudar em módulos de aço galvanizado. Mas a estrutura também será provisória

18/06/2012 - 06h51min

Atualizada em: 18/06/2012 - 06h51min


Finalmente, alunos terão local para estudar com qualidade

Os 118 alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Sergipe, no Distrito Bom Retiro de Guaíba, em Eldorado do Sul, estão vivendo a expectativa pela mudança para a escola provisória, que está ganhando forma próximo à subprefeitura da localidade.

Desde a metade do mês de maio, os módulos emergenciais, em aço galvanizado, com telhado térmico e ar condicionado começaram a ser montados. Depois de três anos de estudos em local improvisado, no galpão paroquial da Igreja São José, eles esperam por um capítulo feliz da história de superação diária (veja o quadro).

A entrega das novas salas estava prevista para o dia 8 deste mês, mas a nova previsão da Secretaria Estadual da Educação (Seduc) é o dia 23.

- A escola tem um papel importante na nossa vida, para o nosso futuro. Queremos nos mudar logo, mas queremos que construam a escola definitiva - comenta a estudante da sexta série, Gabrielle Maganha Viegas, 12 anos, que representa os alunos no Conselho Escolar.

Desafio é manter a motivação

Além de calor, frio e excesso de ruídos, a comunidade escolar teve de superar, também, o incêndio criminoso do salão que servia de escola, em agosto de 2011, e uma série de arrombamentos.

Para a diretora Claudete Silva de Oliveira, 48 anos, o desafio é manter a motivação de alunos e professores.

- Aqui a escola tem aquela função social efetiva que toda a escola deveria ter: a comunidade gira em torno da escola, é a única referência para muitas crianças - diz.

A água preocupa

Mesmo satisfeita com a mudança, a comunidade escolar tem uma preocupação relacionada ao abastecimento de água nos módulos. No bairro, uma caixa d'água abastece cerca de 200 moradias, mas seria insuficiente para suprir a escola.

O diretor do Departamento Administrativo da Seduc, Claudio Sommacal, diz que a solução será puxar água de um poço localizado numa área onde funcionava um abatedouro.

Claudio diz que uma parte do projeto da sede definitiva está pronta. A obra está entre as 428 demandas do Plano de Necessidades de Obras (PNO).

Prefeitura cedeu área

Ao todo, estão sendo instalados os módulos nos quais funcionarão cinco salas de aula, banheiros, cozinha, refeitório, biblioteca e toda a parte administrativa da Escola Sergipe.

- Os alunos estão acompanhando (a montagem), vêm, entram, sentam, querem ficar nas salas - revela Claudete.

A diretora informa ainda que o terreno no qual estão sendo instalados os módulos foi cedido pela prefeitura de Eldorado do Sul ao Estado pelo período de cinco anos.

Módulos serão reaproveitados

Claudio Sommacal diz que os módulos custaram R$ 480 mil e poderão ser utilizados, depois, em outras escolas.

O Diário Não Esquece

Sequência de reportagens publicada desde 2009 no Diário Gaúcho mostra o longo caminho enfrentado por alunos, professores e pais até a mudança para a escola provisória.

- Março de 2009: parte da estrutura de madeira, com mais de 50 anos, foi interditada e demolida.

- Janeiro de 2010: o restante do prédio cedeu e foi interditado. Pais de alunos sugeriram o uso do galpão da Igreja São José, apesar de goteiras, ratos e aranhas.

- Agosto de 2011: vândalos incendiaram as instalações, já precárias, do salão paroquial. Foram destruídas a biblioteca e a secretaria com todos os arquivos dos mais de 60 anos da escola, além de parte das salas. A Seduc havia prometido que em outubro daquele ano os módulos provisórios seriam instalados, o que não ocorreu.

- Setembro de 2011: Estudantes de Guaíba e voluntários se mobilizaram para arrecadar livros para a Escola Sergipe. O galpão foi reconstruído em mutirão.

- Novembro de 2011: uma sequência de arrombamentos desanima a comunidade escolar. Foram quatro naquele ano. Aparelho de DVD, merenda e dinheiro foram furtados. A licitação para montagem de uma escola provisória estava em andamento e a previsão era até março deste ano.

- Março de 2012: a Seduc informou que as obras começariam naquele mês e ficariam prontas entre 30 e 45 dias, o que não ocorreu.

- Maio de 2012: os módulos emergenciais, em aço galvanizado, com telhado térmico e ar condicionado estavam em construção, e a previsão era que estivessem prontos até 5 de junho e os alunos instalados no mesmo mês.

 


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