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Motolâncias da Capital serão devolvidas

Três motos que poderiam auxiliar no atendimento da saúde serão devolvidas por decisão do Samu

29/11/2012 - 07h30min

Atualizada em: 29/11/2012 - 07h30min


Motos estão num canto do depósito

Por decisão do Samu da Capital, três motos que poderiam reduzir o tempo de espera por socorro às vítimas serão devolvidas ao Ministério da Saúde. Os veículos, doados há dois anos para a prefeitura, estão pegando pó num prédio da Rua Comendador Coruja, no Bairro Floresta. Cinco ambulâncias também estão guardadas ali, à espera de conserto.

As motolâncias, utilizadas em cidades como Canoas e São Leopoldo, e por empresas privadas da área da saúde como a Unimed, são motocicletas equipadas para possibilitar o atendimento de primeiros socorros a vítimas em situações de urgência. As motos são conduzidas por técnicos de enfermagem. Ao chegar ao local, o socorrista passa informações para a central até a chegada de uma ambulância com médico.

Mais agilidade para driblar congestionamentos

Por serem veículos menores, os condutores conseguem driblar a tranqueira e chegar com maior rapidez que as ambulâncias. Em Canoas, o serviço funciona há dois anos, atendendo principalmente a acidentes na BR-116. O tempo de espera caiu de 17 minutos para seis.

Em agosto deste ano, o Diário Gaúcho mostrou o caso de um socorrista da Unimed. Em um final de tarde, se estivesse de ambulância, o técnico de enfermagem Alexandre Brasil levaria mais de 40 minutos para se deslocar da Rua Santa Teresinha, ao lado do HPS, até a Avenida Anita Garibaldi, para atender a um paciente com AVC. De moto, levou oito.

Samu vê risco para as equipes

Por intermédio da assessoria de comunicação, a coordenadora do Samu Municipal, Rosane Mortari Ciconet, afirma que as motos estão em processo de devolução para o Ministério da Saúde. No entendimento de Rosane, os veículos não trazem benefícios para a população e põem a equipe em risco. Além disso, o número de veículos seria insuficiente. Segundo a coordenadora, os atendimentos teriam de ser feitos sempre por duas motos, uma delas atuando como apoio. O Samu da Capital, que iniciou suas atividades em 1995, conta com 12 bases e 36 ambulâncias.

Sobre as as cinco ambulâncias paradas, o Samu não esclareceu quando elas serão consertadas.


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