Saúde
Motolâncias da Capital serão devolvidas
Três motos que poderiam auxiliar no atendimento da saúde serão devolvidas por decisão do Samu

Por decisão do Samu da Capital, três motos que poderiam reduzir o tempo de espera por socorro às vítimas serão devolvidas ao Ministério da Saúde. Os veículos, doados há dois anos para a prefeitura, estão pegando pó num prédio da Rua Comendador Coruja, no Bairro Floresta. Cinco ambulâncias também estão guardadas ali, à espera de conserto.
As motolâncias, utilizadas em cidades como Canoas e São Leopoldo, e por empresas privadas da área da saúde como a Unimed, são motocicletas equipadas para possibilitar o atendimento de primeiros socorros a vítimas em situações de urgência. As motos são conduzidas por técnicos de enfermagem. Ao chegar ao local, o socorrista passa informações para a central até a chegada de uma ambulância com médico.
Mais agilidade para driblar congestionamentos
Por serem veículos menores, os condutores conseguem driblar a tranqueira e chegar com maior rapidez que as ambulâncias. Em Canoas, o serviço funciona há dois anos, atendendo principalmente a acidentes na BR-116. O tempo de espera caiu de 17 minutos para seis.
Em agosto deste ano, o Diário Gaúcho mostrou o caso de um socorrista da Unimed. Em um final de tarde, se estivesse de ambulância, o técnico de enfermagem Alexandre Brasil levaria mais de 40 minutos para se deslocar da Rua Santa Teresinha, ao lado do HPS, até a Avenida Anita Garibaldi, para atender a um paciente com AVC. De moto, levou oito.
Samu vê risco para as equipes
Por intermédio da assessoria de comunicação, a coordenadora do Samu Municipal, Rosane Mortari Ciconet, afirma que as motos estão em processo de devolução para o Ministério da Saúde. No entendimento de Rosane, os veículos não trazem benefícios para a população e põem a equipe em risco. Além disso, o número de veículos seria insuficiente. Segundo a coordenadora, os atendimentos teriam de ser feitos sempre por duas motos, uma delas atuando como apoio. O Samu da Capital, que iniciou suas atividades em 1995, conta com 12 bases e 36 ambulâncias.
Sobre as as cinco ambulâncias paradas, o Samu não esclareceu quando elas serão consertadas.