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Verão

Casa de praia sempre cabe mais um

Temperaturas altas no Litoral é sinônimo de casa cheia

15/01/2013 - 08h38min

Atualizada em: 15/01/2013 - 08h38min


Família Schonardie é prova de casa cheia na praia é sinônimo de diversão

Verão na praia é aquela combinação de sol, mar, diversão e... casa cheia! É a hora de reunir toda a família, pais, irmãos, avós, tios, sobrinhos, netos e quem mais quiser chegar para aproveitar o melhor que a estação tem a oferecer.

Nem sempre o espaço é suficiente, mas isso é detalhe perto da vontade de estar junto e da animação que costuma tomar conta do ambiente. Até algumas briguinhas acontecem, afinal, é família, mas o bom humor sempre vence. E, quando o veraneio acabar, certamente quem esteve com a casa cheia vai sentir falta desse convívio e terá boas histórias para contar.

Uma bagunça organizada

O chimarrão que passa de mão em mão, acompanhando a conversa animada, demora para dar uma volta completa na roda. Nessa turma de Sapiranga, são nada menos que 16 pessoas hospedadas em Tramandaí. Desde 2005 é assim: calor humano é o que não falta!

Como nem todo mundo está de férias, é nos finais de semana que a lotação fica esgotada, quando o pessoal que está na cidade chega para curtir a folga. Eles garantem que é possível se acomodar bem, mas existem algumas regras para organizar o convívio.

- Todo mundo bota a mão, todo mundo ajuda. E quando alguém se "perde" no banheiro, a gente vai chamar - diverte-se a auxiliar contábil Ielda Maria Schonardie, 40 anos.

Ela conta que está na praia há duas semanas e ainda não foi ao mar. Prefere ficar em casa, curtindo com a família, já que são quatro gerações reunidas. E saboreando o prato que foi campeão de preferência nos últimos dias: pipoca. Um clima perfeito para descansar.

- A gente não dá muita bola para o horário, para o que vai fazer, sai completamente da rotina - conta o marido dela, o empresário Álvaro Luiz Schonardie, 45 anos.

Hora de valorizar a família

Com 12 pessoas, o clima era de muita animação na casa alugada por parte da família do aposentado Dario Couto de Aguiar, 71 anos, em Cidreira. Foi a primeira vez que a turma de Viamão decidiu curtir o veraneio em conjunto. E o motivo é nobre, como conta a filha de seu Dario, a técnica de Enfermagem Marinês Afonso de Aguiar, 46 anos:

- É importante valorizar a família, se reunir mais, conviver.

Eles estão no Litoral desde o Natal. Nesse período, deixaram um dos quartos para a gurizada e outros dois para os casais. E se for preciso revezar camas, o pessoal colabora:

- Tem dois amigos nossos que são vampiros, saem à noite e dormem de dia, então pegam o lugar de quem já levantou - brinca Marinês.

Na hora das refeições, uns cozinham e outros lavam a louça. E, apesar de a casa contar com dois banheiros, nem todo mundo consegue um banho quente: se um deles está ligado, o outro fica só com água fria. O que, claro, não estraga o bom humor dessa turma.

- Estou gostando muito. Ano que vem vamos trazer todo mundo - planeja seu Dario.

Todo mundo se ajeita

- O mais lindo é na hora de comer: chega aqui e tá todo mundo com o pratinho na mão.

O relato é da dona de casa Claudete dos Santos Pinto, 60 anos. Com um sorriso de orelha a orelha, ela conta como anda a rotina na casa em que mora, em Rei do Peixe (Quintão), desde que a família, que vive no Bairro Partenon, chegou para visitá-la.

No total, a casa de um quarto, um banheiro e cozinha e sala conjugadas hospeda 13 pessoas. Quando a turma chega da praia, o banho é uma aventura. Segundo Claudete, são duas caixas: quando uma esvazia, é preciso esperar encher a outra.

- É uma briguinha, mas a gente se acha - conta, bem-humorada.

Para dormir, também não há frescura. Enquanto ela e a irmã ficam no quarto, o restante do pessoal se divide em uma cama gigante feita no chão da sala. Quem está passeando e chega mais tarde, se acomoda onde puder. Prova que aqui, sempre cabe mais um.

- É um prazer estar com a minha família toda. Pretendo ainda fazer uma casa maior para ficar todo mundo - sonha Claudete.


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